Ricardo Pereira, demitiu-se do cargo de presidente da Assembleia Municipal de Paços de Ferreira, na noite de quarta-feira, durante uma sessão extraordinária. Alegou “falta de condições políticas para liderar o órgão” e “falta de confiança na Câmara Municipal, a quem acusa de “manipular o funcionamento” da Assembleia Municipal.

Numa sessão dedicada à aprovação de três atas – uma das quais acabou chumbada pelo PSD por imprecisões – o eleito pelo PS demitiu-se, por entender que os documentos não espelham o que aconteceu nas sessões. Em particular a ata de 28 de dezembro de 2018 que afirma “não estar em conformidade”, “porque diz que a Assembleia alterou a proposta da Câmara em relação ao IMI e isso não aconteceu”. Esta ata foi enviada para o Fundo de Apoio Municipal (FAM) e Ricardo Pereira acusa a autarquia de não ter enviado a segunda minuta com a correção. “A minuta que foi para o FAM, assinada pelos dois secretários líderes das bancadas do PS e PSD, não corresponde à realidade e teve de ser elaborada uma segunda minuta. A Câmara não enviou essa minuta para o FAM”, afirmou na sua comunicação na Assembleia Municipal.

Na sequência da demissão de Ricardo Pereira, o Executivo Municipal emitiu nota de imprensa, onde afirma que “respeita a demissão do senhor Presidente da Mesa da Assembleia Municipal, lamentando o sucedido na Assembleia Municipal ocorrida no dia de ontem”.

“Como é do conhecimento público, a elaboração e a votação das atas da Assembleia Municipal e que determinaram o pedido de demissão, são matéria da competência própria, única e exclusiva, da Assembleia Municipal e sobre as quais o Executivo Municipal não tem, nem pode ter, qualquer intervenção pelo que, em caso algum, lhe podem ser assacadas quaisquer responsabilidades no sucedido”, remata a autarquia.