A madrugada deste domingo, 29 de março, marca o regresso do horário de verão. Ganha-se luz ao final do dia, perde-se uma hora de sono e a abolição da medida, aprovada em 2019, continua num impasse burocrático em Bruxelas.
Esta madrugada os portugueses deverão adiantar os relógios em 60 minutos. A transição, que ocorre anualmente no último fim de semana de março, assinala a entrada oficial no período de horário de verão, privilegiando o aproveitamento da luz solar durante o período vespertino.
As coordenadas da mudança
A alteração ocorre em momentos distintos consoante a região:
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Portugal Continental e Madeira: À 01h00 da manhã, o relógio passa para as 02h00.
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Açores: À meia-noite (00h00), o relógio passa para a 01h00.
O impasse em Bruxelas: 2026 será o ano da decisão?
Embora o Parlamento Europeu tenha votado favoravelmente pelo fim da mudança de hora em 2019 — com uma maioria expressiva de 410 votos — a medida permanece no “congelador”. O principal obstáculo reside na falta de consenso entre os Estados-membros sobre qual regime adotar: o de verão ou o de inverno permanente.
Para evitar um mosaico de fusos horários que prejudique o mercado interno, a Comissão Europeia aguarda agora as conclusões de um novo estudo técnico, previsto para o final de 2026. Só após este relatório é que os governos nacionais deverão voltar à mesa das negociações para decidir se o ritual de “adiantar e atrasar” o relógio passará, finalmente, à história.
Até lá, a diretiva de 2000 permanece em vigor, obrigando a nova alteração (regresso ao horário de inverno) no dia 25 de outubro de 2026.
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A mudança de hora continua a dividir opiniões entre os que valorizam as tardes longas de sol e os que apontam impactos negativos na saúde e no ritmo biológico. Partilhe connosco a sua visão:
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