A Polícia Judiciária deteve, na quarta-feira, um homem de 39 anos natural de Paços de Ferreira que, em 2007, fez parte de um grupo “fortemente organizado e armado” que roubou centenas de milhares de euros da ourivesaria “Museu do Ouro”, em Viana do Castelo.

Em comunicado, a força policial adiantou que o homem foi capturado por cometer “um crime de falsificação ou contrafação de documento, dois crimes de homicídio qualificado (na forma tentada), três crimes de ofensa à integridade física qualificada, um crime de detenção de arma proibida e um crime de roubo“.

Os crimes foram cometidos em setembro de 2007, quando o pacense apelidado de “Comando” fez parte de um assalto violento à ourivesaria “Museu do Ouro”, de onde foram roubados “objetos em exposição, cujos prejuízos foram quantificados em várias centenas de milhares de euros“.

A detenção surgiu no seguimento de um mandado de detenção, sendo que o homem, considerado pela PJ como “perigoso e violento” tinha escapado à cadeia galega de A Lama, da Província de Pontevedra, durante uma saída precária, em 2017.

Informações avançadas pelo Jornal de Notícias indicam que o pacense foi capturado na Póvoa de Varzim e que era o único do grupo de assaltantes que se encontrava foragido da justiça.

Durante o assalto, um dos criminosos morreu com um tiro na cabeça e um transeunte ficou paraplégico ao ser atingido uma bala perdida. Segundo o JN, depois do crime, o pacense terá fugido para Espanha, onde foi condenado por tráfico de droga.

Agora, foi levado para o Estabelecimento Prisional do Vale do Sousa, onde o espera uma pena de 14 anos e meio de prisão efetiva, tendo ainda pendente outra pena de seis anos e seis meses por burla e falsificação de documentos.