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Preço médio procurado por casas em Paços de Ferreira fixou-se nos 281.417 euros
Academia Pro. Albino de Matos

A procura de habitação em Portugal registou uma subida expressiva de +147% nos últimos três meses em termos homólogos, escalando de 170 mil para 422 mil pesquisas de apartamentos e moradias. Contudo, o comportamento dos utilizadores revela uma forte componente estratégica: a procura está a concentrar-se fora dos grandes centros urbanos, fortemente orientada por critérios de acessibilidade e espaço familiar.

De acordo com os dados mais recentes divulgados pelo Imovirtual, o preço médio procurado a nível nacional fixou-se nos 308.488 euros, traduzindo um aumento de +14,2% face ao período homólogo (onde se fixava nos 270.198 euros). Perante este cenário de escalada de valores, os compradores estão a alargar o seu raio geográfico e a focar as intenções de compra em concelhos cujo orçamento médio de pesquisa se situa abaixo desta referência nacional.

O caso de Paços de Ferreira

No mapa desta redistribuição da procura, o concelho de Paços de Ferreira assume particular relevância. As pesquisas de habitação no município registaram um elevado crescimento de +292% face ao ano anterior. O preço médio procurado na região fixou-se nos 281.417 euros, um valor que se posiciona 8,8% abaixo da média nacional de mercado. A combinação de preços mais competitivos com uma forte oferta habitacional posiciona o concelho como um dos principais alvos de interesse para a classe média na região Norte.

“A procura por casa continua muito ativa, mas também mais orientada por critérios de acessibilidade. Num contexto em que o preço médio procurado a nível nacional já ultrapassa os 308 mil euros, os concelhos onde os compradores pesquisam valores abaixo dessa referência ganham relevância”, sublinha Sylvia Bozzo, Marketing Manager do Imovirtual. A responsável acrescenta que esta tendência espelha o esforço das famílias em conciliar orçamento, localização e espaço.

De facto, o espaço é o argumento central desta transição geográfica. O estudo revela que a procura abaixo da média nacional está intimamente ligada a habitações de cariz familiar: em 15 dos 20 concelhos analisados em maior destaque, a tipologia mais procurada é a moradia T4, sugerindo que as famílias preferem abdicar da centralidade urbana em troca de áreas habitáveis superiores.

Dinâmicas Regionais: Do Litoral ao Interior

A nível nacional, os crescimentos mais expressivos nas pesquisas foram liderados por Vale de Cambra (+438%; preço médio procurado de 164.824 euros) e pela região dos Açores (+432%; 290.714 euros). Logo a seguir surgem Valença, com um incremento de +356% (203.716 euros), e o já mencionado concelho de Paços de Ferreira (+292%). Castelo de Paiva fecha o top cinco dos maiores crescimentos com +284% de pesquisas e um preço médio de 252.602 euros.

Na Área Metropolitana do Porto e respetivas linhas de expansão, a par do dinamismo de Paços de Ferreira, destacam-se Matosinhos (que mantém um volume robusto de 12.618 pesquisas e uma subida de +222%, com preço médio de 299.696 euros), Penafiel e Santo Tirso — ambos com crescimentos acima dos +220% e preços médios a rondar os 285 mil e 281 mil euros, respetivamente.

Para quem dispõe de orçamentos mais reduzidos, o interior do país assume o protagonismo em termos de poupança absoluta. Concelhos como Fornos de Algodres, Gavião e Figueiró dos Vinhos registaram valores médios procurados entre os 104 mil e os 156 mil euros — fixando-se entre 50% a 66% abaixo da média nacional de 308.488 euros, oferecendo alternativas substancialmente mais económicas no mercado de aquisição.

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