Depois do Tribunal Administrativo e Fiscal de Penafiel ter considerado irregular o processo de eleição do Executivo e da Mesa da Assembleia da Junta de Freguesia de Croca, o presidente da Junta de Freguesia marcou nova sessão para o passado dia 17 de dezembro, para que fosse dado cumprimento à ordem do tribunal, que surgiu na sequência de uma queixa feita pelos eleitos da oposição (Coligação Penafiel Quer e Movimento Independente Dar as Mãos por Croca). Contudo, esta sessão acabou por não acontecer, por falta de comparência destes mesmos elementos que levaram o caso até ao tribunal.
Segundo António Líbano, presidente da Junta de Freguesia de Croca eleito pelo Partido Socialista no passado dia 1 de outubro, estes cinco elementos que consideraram irregular o ato de instalação dos órgãos para a Assembleia de Freguesia (três da Coligação Penafiel Quer e dois eleitos pelos Movimento Independente Dar as Mãos por Croca), não compareceram na sessão, que foi marcada depois de uma decisão do tribunal que lhes deu razão e considerou irregular o processo, ordenando a sua repetição. “Foi com perplexidade e estupefação que os membros da Assembleia de Freguesia de Croca eleitos pelo Partido Socialista, constataram que nenhum dos restantes eleitos apareceu àquela reunião, tornando, dessa forma, impossível dar cumprimento à decisão judicial”, afirmou a Junta de Freguesia, em nota de imprensa.
Recorde-se que aquando da instalação dos órgãos, os elementos da oposição acusaram o presidente da Junta de Freguesia, António Líbano, de ter cometido irregularidades, chegando mesmo a colocar cinco votos em branco na urna, quando os mesmos deram conta de que se iam abster na votação da lista por este apresentada.
“Depois de se terem recusado a votar na reunião de instalação dos órgãos desta junta de freguesia, os membros eleitos pela Coligação Penafiel Quer e pelo Movimento Independente De Mãos Dadas por Croca, continuam de forma ativa a boicotar o normal funcionamento desta Junta de Freguesia, assegurando que a mesma se encontre sem órgãos eleitos”, pode ler-se na nota de imprensa.
“Esta conduta dos eleitos pela Coligação Penafiel Quer e pelo Movimento Independente De Mãos Dadas por Croca, consubstancia um sério prejuízo a todos os croquenses, tornando a sua Junta de Freguesia praticamente ingovernável e, como tal, impedida de dar resposta às necessidades dos seus fregueses. A falta de comparência nesta reunião, indicia também que a única preocupação dos eleitos pela Coligação Penafiel Quer e pelo Movimento Independente De Mãos Dadas por Croca, é a de impedir de governar quem democraticamente venceu as eleições do passado dia 1 de Outubro, revelando uma enorme falta de sentido democrático e um profundo desrespeito pela vontade dos croquenses”, acusa o autarca.
Contatado pelos Jornal IMEDIATO, Nuno Brochado, um dos elementos da oposição, afirmou que a assembleia foi marcada para o dia e hora em que a ACRO – Associação Cultural e Recreativa de Croca tinha a sua atividade de natal. “Já estava marcada antes de ter sido marcada a assembleia”, referiu, acrescentando que a não comparência destes foi comunicada ao presidente da junta, por email, no dia anterior, e por carta registada, na segunda-feira, dia 18.
“Este é um evento de grande envergadura na freguesia, feita para a freguesia e para as crianças da freguesia e achamos que era uma falta de respeito ter-se marcado a sessão para o mesmo dia hora”, referiu, dando nota ainda de que quer eles, quer os filhos de alguns dos elementos participaram nessa atividade da ACRO “e os pais vão acompanhar os filhos e não os vão impedir de participar nessa atividade”.
A nova assembleia terá que ser agora marcada para nova data, num máximo de cinco dias após a data marcada inicialmente. Terá que se realizar num prazo de dez dias.

 

 

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