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A primeira edição do programa de aceleração culminou na distinção de quatro soluções empreendedoras que respondem a desafios como a doença de Parkinson, a literacia emocional e a inclusão de crianças com necessidades especiais.

O empreendedorismo social do Tâmega e Sousa deu um passo significativo com o encerramento do Acceleration Camp, integrado na 1.ª edição do ONZE Camp. Após meses de capacitação intensiva, quatro projetos foram distinguidos pelo seu potencial de impacto na região, garantindo acesso a um programa de incubação que inclui investimento financeiro e mentoria especializada.

O evento de encerramento, o Demo Day, decorreu na Biblioteca Municipal António Mota, em Baião, onde 13 equipas apresentaram as suas soluções perante um painel de especialistas.

O “Top 4”: Da saúde à literacia emocional

Os projetos vencedores refletem as necessidades sociais urgentes identificadas nos municípios da região:

  1. DexTerapia (Paredes): Vencedor do 1.º lugar, foca-se na melhoria da qualidade de vida e bem-estar de doentes de Parkinson.

  2. Emoções ao Rubro (Castelo de Paiva): Conquistou o 2.º lugar com uma proposta de literacia e regulação emocional para crianças e jovens.

  3. Formigas em Movimento (Amarante): No 3.º lugar, o projeto dedica-se à integração comunitária de crianças com necessidades especiais.

  4. Entre-Tempo (Amarante): O 4.º classificado propõe uma gestão eficaz do tempo e pausas laborais para promover a saúde mental e produtividade.

Estes projetos terão agora seis meses de incubação no ONZE, beneficiando de acompanhamento direto para transformar as ideias em soluções sustentáveis e escaláveis.

Um percurso de capacitação e cidadania ativa

Desde janeiro, dezenas de empreendedores percorreram um roteiro de 12 sessões de aceleração. Durante o programa, foram trabalhadas competências críticas como o modelo de negócio, estratégias de financiamento, prototipagem e a “Teoria da Mudança”.

Ao todo, esta primeira edição do ONZE Camp envolveu 77 participantes, provenientes de municípios como Amarante, Penafiel, Baião, Cinfães, Castelo de Paiva e Paredes.

“O balanço desta primeira edição confirma que o Tâmega e Sousa tem um potencial extraordinário para ser o berço de novos empreendimentos de impacto”, afirma Fernando Belezas, Diretor do IET e Coordenador do ONZE. “Estamos a despertar o talento local para resolver desafios reais do território.”

Expansão para os 11 municípios

O projeto ONZE | Coletivo de Impacto, promovido pelo IET (Instituto Empresarial do Tâmega) e pela ESTG do Politécnico do Porto, tem como missão chegar à totalidade dos 11 municípios da região.

Com o apoio da CIM do Tâmega e Sousa e da Fundação Manuel António da Mota, a segunda edição do programa já está em curso, alargando o raio de ação aos concelhos de Paços de Ferreira, Felgueiras, Marco de Canaveses, Lousada e Celorico de Basto.

A iniciativa é cofinanciada por fundos europeus e nacionais através do Portugal Inovação Social, Norte 2030 e Portugal 2030, consolidando-se como um pilar estratégico para a coesão social e económica do norte do país.

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