Colégio marca d'água 2020/21

Nuno Nogueira da Silva é de Penafiel e o gosto pela escrita já o acompanha há 12 anos, período em que publicou sete livros. Com o título “O Último Adepto”, a sua obra mais recente conta a história de um fã do futebol que se fez à estrada em 2016 para acompanhar a seleção portuguesa no Europeu de 2016.

“Sabemos quem são os jogadores, por que clube jogam, que contratos assinaram, mas pouco ou nada se fala sobre o adepto que fica na bancada. O futebol atualmente está privado de adeptos e falta algum entusiasmo. Se calhar o que falta é mesmo a força dos adeptos”, disse o escritor ao IMEDIATO.

Assim, Nuno Silva publicou uma ode àqueles que acompanham com fervor a sua equipa jornada após jornada. E a ideia para o livro surgiu há quatro anos, com o Europeu de Futebol, que Portugal venceu.

“O adepto, Albuquerque, tem 94 anos e resolveu, de um momento para o outro, viajar para França e apoiar a seleção. Era só por uma semana, mas foi ficando semana após semana, até ao final da competição”, contou.

Veja a entrevista ao IMEDIATO.

Nuno Nogueira da Silva “é viciado” em escrever

O autor penafidelense publicou o seu primeiro livro em 2010, mais para si que para o público em geral. É “viciado” na escrita e leitura, no espaço de 10 anos publicou 7 livros, alguns deles que “exigiram grande pesquisa”.

Ainda que não tenha chegado ao número de leitores que desejava, afirma que esta paixão – que faz em part time – tem enriquecido a sua cultura, porque o obriga a estudar e a viajar.

“A escrita não é a minha profissão, estou ligado às vendas, é só um hobby. Seria muito interessante viver só para a escrita, era quase viver num castelo rodeado de livros e poder inspirar-me e enriquecer para construir novas histórias”, confidenciou ao IMEDIATO.

Das suas obras publicas, Nuno Silva não tem uma “preferida”, mas “O mistério do MH 370 claramente destaca-se mais, teve muita visibilidade”. É inspirado no caso do avião da Malaysia Airlines que desapareceu sem rasto em 2014.

“Na terceira semana, o avião ainda não tinha aparecido, então decidi atirar-me ‘de cabeça para o assunto’. Fui voluntários nas buscas e fiquei encarregue de assistir a imagens de um satélite, à procura de destroços do avião no Atlântico”, contou.

Olhando para o futuro, o autor sente que sente “uma dívida para com o leitor” que motiva a continuar a escrever” e que tem várias ideias para livros “a fermentar”.

“Continuar a escrever é continuar a viver, é continuar a passar a mensagem e a alimentar os leitores, rematou.