A Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa (CIM do Tâmega e Sousa) promoveu o primeiro Fórum Intermunicipal da Juventude do Douro, Tâmega e Sousa, uma iniciativa que decorreu em Paços de Ferreira e que marcou o arranque do Conselho Intermunicipal da Juventude, focando-se no diagnóstico demográfico e na partilha de boas práticas entre os 11 concelhos da região.
A região do Douro, Tâmega e Sousa deu um passo decisivo na concertação de políticas para as camadas mais jovens da população. No passado dia 16 de abril, a Comunidade Intermunicipal (CIM) promoveu o Fórum Intermunicipal da Juventude, uma iniciativa que reuniu equipas técnicas e executivas de 11 municípios para debater o futuro e os obstáculos enfrentados pelas novas gerações.
O evento, que decorreu no âmbito da feira NEXT STEP em Paços de Ferreira, serviu de palco para o lançamento oficial do Conselho Intermunicipal da Juventude, uma estrutura que pretende uniformizar e potenciar as respostas públicas na região.
Um retrato preocupante: Emprego e Emigração em foco
Um dos momentos centrais do fórum foi a apresentação do painel “Juventude em Números”. Através de um diagnóstico detalhado, a equipa técnica da CIM do Tâmega e Sousa expôs os indicadores atuais sobre a realidade juvenil, com particular preocupação em áreas críticas:
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Demografia: O envelhecimento populacional e a redução da base jovem.
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Emprego e Educação: A desadequação entre qualificações e mercado de trabalho local.
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Mobilidade: O impacto da emigração jovem como um dos principais desafios à sustentabilidade económica da região.
Para Gabriel Carvalho, Secretário Executivo da CIM, e Júlio Morais, Vice-Presidente da autarquia de Paços de Ferreira, o reforço da cooperação entre municípios é a “ferramenta estratégica” necessária para fixar talento e criar oportunidades reais no território.
O papel do poder local e as boas práticas
O fórum contou ainda com a intervenção de Hilário Matos, Presidente da Associação Portuguesa de Profissionais de Juventude. Sob o mote “Juventude em Ação”, foram partilhadas estratégias de proximidade que as autarquias podem adotar para serem mais ágeis na resposta aos problemas dos jovens, desde o acesso à habitação ao estímulo ao empreendedorismo.
“A necessidade de dar continuidade a este trabalho é evidente. Este fórum não foi um evento isolado, mas sim o início de um espaço de articulação permanente,” destacou a organização.
Trabalho de campo e auscultação
O período da tarde foi dedicado à vertente prática, com sessões de auscultação onde os municípios puderam identificar as lacunas específicas de cada concelho e partilhar experiências de sucesso. Este método de trabalho informal permitiu alinhar o futuro plano de ação do Conselho Intermunicipal, garantindo que as políticas de juventude não sejam apenas intenções no papel, mas soluções coordenadas para os desafios do Douro, Tâmega e Sousa.


