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Fotos: Direitos Reservados
ISCE Douro 2026

Os moradores de um prédio na Urbanização do Sistelo, em Paços de Ferreira, viveram momentos de angústia quando, na noite de anteontem, um incêndio deflagrou na garagem e consumiu 32 viaturas e obrigou à retirada de 111 pessoas do prédio.

O incêndio começou às 22h43, num local tinha decorrido uma reunião de condomínio, que terminou menos de quarenta minutos antes. “Saímos de lá às dez e cinco e ninguém se apercebeu de nada, não havia fumo, nem cheiros e depois acontece aquele incêndio, repentino, que consumiu tudo de forma tão rápida”, contou Marta Nunes, uma das responsáveis pelo condomínio.

Daniela Rodrigues mora no prédio há oito anos e também esteve na reunião. Moradora no terceiro andar, estava em casa de uns amigos no segundo andar, quando foi alertada para o incêndio. “Ligou-me uma pessoa do condomínio a dizer que havia um incêndio e para irmos ver o que se passava. O meu companheiro foi com o marido da minha amiga, mas já não conseguiram entrar por causa do fumo”, explicou.

A partir dali viveram-se momentos de muita aflição. “A minha prioridade foi tirar da casa uma senhora que não anda, depois comecei a bater em todas as portas para avisar as pessoas. E pelo caminho alguém me disse que havia um carro a arder. Só tive tempo de ir a casa buscar uma máscara, tirar os meus gatos e vim cá para fora”.

Cá fora o cenário era aterrador. Os moradores todos no exterior, enquanto os Bombeiros Voluntários de Paços de Ferreira tentavam entrar na garagem – tarefa dificultada pelas elevadas temperaturas – e combater as chamas. “Ninguém sabe como aquilo começou, nunca vi tal coisa, tanta aflição e tanta impotência”, referiu Daniela Rodrigues, cujo carro estava na garagem, mas ainda não sabe qual o seu estado. “Era um carro velho, mas era meu e vai-me fazer muita falta”, lamentou.

Após uma primeira vistoria técnica realizada por parte dos serviços da Câmara Municipal, foi ainda possível perceber que as chamas atingiram 32 viaturas – 15 das quais totalmente – assim como cinco motas, sendo que uma ficou totalmente destruída. Quanto aos moradores, a maioria foi acolhida por familiares e 30 deles foram alojados num hotel, disponibilizado pela autarquia.

Já no dia de ontem, a Polícia Judiciária deslocou-se ao local para investigar as causas do incêndio e as equipas técnicas da autarquia começaram a avaliar a segurança do edifício. Ao que foi apurado, o incêndio não terá afetado as habitações, nem colocado em causa a segurança da estrutura, mas danificou infraestruturas de água, luz e saneamento, que terão que ser reparadas.

 

 

 

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