A olímpica penafidelense Maria Inês Barros não atingiu o objetivo de superar a medalha de prata conquistada em Oran’2022, ao terminar na sexta posição na final de trap dos Jogos do Mediterrâneo Taranto’2026, realizada no Impianto di Tiro a Volo, em Torricella.
Apesar das condições adversas de calor e vento, a atiradora lusa, de 25 anos, assegurou a entrada na final, o seu primeiro objetivo. Contudo, acabou por ser a primeira eliminada na fase decisiva com um total de nove pontos. A prova foi ganha pela turca Safiye Temizdemir (28 pontos), seguida pela italiana Erica Sessa (27) e por Alessandra Perilli, de San Marino (22).
Adaptação ao novo formato de competição
Em declarações à agência Lusa, Maria Inês Barros que representa o SL Benfica após se ter iniciado na Associação Caçadores do Vale do Tâmega, assumiu o “sabor agridoce” com o resultado, apontando as recentes mudanças nas regras da final como um fator determinante para o seu desempenho.
“Estes moldes foram iniciados este ano. Ainda nos estamos a adaptar, porque são muito diferentes das que estávamos habituados. Nestes moldes, nós sabemos para onde vai o prato e, para ser sincera, eu não gosto de saber“, admitiu a atleta, demonstrando convicção de que irá ultrapassar a adaptação com trabalho.
Na competição masculina, José Bruno Faria ficou à porta da final ao terminar em 11.º lugar. Os dois atiradores regressam esta quinta-feira às pistas para disputar a prova de equipas de tiro com armas de caça, com uma qualificação de 75 pratos.
Apesar do desaire na prova individual, Maria Inês Barros destacou a experiência de ter sido porta-estandarte da Missão portuguesa na Cerimónia de Abertura dos Jogos, descrevendo o momento como “muito bonito” perante a ovação do público.

