Cerca de 20 funcionários do Tribunal Judicial de Paredes, não entraram ao serviço esta quarta-feira, em protesto pelo facto do edifício não estar encerrado, enquanto decorriam os trabalhos de remoção das placas de amianto do telhado. Alegam que é uma questão de saúde pública e que não têm condições de trabalho. Armanda Gonçalves, Juiz Presidente da Comarca de Porto Este, garante que o risco é mínimo e que não havia necessidade de encerrar o edifício.
Os funcionários do tribunal tinham sido avisados dos trabalhos e, desde segunda-feira que alertaram para a necessidade de se encerrar o tribunal enquanto os mesmos decorriam. “Alertamos para isto, pedimos o encerramento do tribunal, mas ninguém nos ouviu”, afirmou Alfredo Ferreira, delegado sindical e funcionário do Tribunal de Paredes, acrescentando não ter garantias de que não corram perigo. “O nosso desagrado é dizerem que não há perigo nenhum, quando os funcionários da empresa andam lá em cima todos equipados e de máscaras”.

Contatada pelo Jornal IMEDIATO, Armanda Gonçalves, Juiz Presidente da Comarca do Porto Este, na qual está inserido o Tribunal de Paredes, garantiu que foram feitas todas as diligências, junto de todas as entidades competentes e que “a delegada de saúde disse que o risco era mínimo e que não havia necessidade de encerrar o tribunal pois não havia riscos para as pessoas”. Acrescentou ainda que quem está a fazer o trabalho é uma empresa certificada, com um plano de segurança “que está a ser cumprido e foi dado a conhecer às pessoas”.

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