A cidade de Freamunde vai acolher, de 13 a 15 de setembro, uma festa para comemorar os 300 anos da Feira do Capão. Ao longo de três dias, o centro urbano da cidade vai regressar aos tempos antigos, numa viagem cronológica pela História, que pretende recriar tradições e costumes.

A organização deste evento – que tem entrada gratuita – envolve várias associações de Freamunde, assim como a Junta de Freguesia e a Câmara Municipal.

Em entrevista ao Jornal IMEDIATO, fonte da organização afirmou que este evento pretende mostrar a história de Freamunde, permitindo que os visitantes possam ter contacto com ela, assim como degustar uma iguaria tão particular e apreciada em Freamunde.

Como nasceu a ideia e quem faz parte da organização?

A ideia nasceu no Fórum Associativo que a Junta de Freguesia de Freamunde promoveu, onde estiveram presentes todas as Associações de Freamunde. Neste Fórum, algumas Associações mostraram disponibilidade para assumir a organização da comemoração dos 300 anos do capão de Freamunde. A ideia foi crescendo ao longo de, aproximadamente, um ano.  

Esta iniciativa tem organização conjunta da Junta de Freguesia de Freamunde, Associação Sebastinas de Freamunde, Associação de Criadores de Capão, Associação Cultural e Recreativa Pedaços de Nós, Associação de Artes e Letras, Andatrilhos, Clube BTT de Freamunde, The New Party Makers, e conta com o apoio da Câmara Municipal de Paços de Ferreira. Mas muitas outras Associações participam no evento como, por exemplo, a Associação Musical de Freamunde, a Sociedade Columbófila de Freamunde, Vespa Clube de Freamunde, entre outras. Todas participam de diferentes formas.

Há muito que se esperava uma organização deste género, em Freamunde, envolvendo todas as Associações da cidade, dada a qualidade e quantidade das mesmas. O associativismo pode ser considerado a base de uma sociedade moderna e solidária, Freamunde só está a tirar partido do mesmo, articulando as Associações em prol dum objectivo comum!

– Qual é o objetivo principal deste evento?

Comemorar os 300 anos do capão e da respectiva Feira dos Capões. Pretendemos recriar tradições e costumes, fazendo uma viagem cronológica pela História.

Somos um país com muitos anos de história e, felizmente, a cidade de Freamunde tem muitos elementos históricos, como é exemplo o capão, que nos permitem fazer uma comemoração com esta dimensão.

– O que é que as pessoas podem esperar do evento?

Os visitantes vão poder experienciar todo um contexto histórico de épocas, degustando sabores tradicionais, ao mesmo tempo que participam em recriações alusivas a esse período através de música, dança, teatro e animação de rua, demonstrações de ofícios, feira de animais entre outras actividades. É um evento para todas as idades que decorre entre os dias 13 e 15 de Setembro. Não podemos deixar de destacar o sábado pois o programa começa às 9 da manhã e termina próximo das 3 da manhã, tudo isto no centro urbano de Freamunde e com entrada livre.

– Quais as expetativas da organização?

Estamos bastante expectantes, foram muitos meses de trabalho que esperamos que culmine com uma grande afluência de visitantes. Contamos com os Freamundenses, mas também com todos os habitantes do concelho de Paços de Ferreira.

A organização teve uma grande preocupação em fomentar o comércio e a indústria locais, grande parte dos parceiros comerciais do evento são de Freamunde e do Concelho.

Aproveitamos para agradecer a todos os colaboradores e parceiros que acreditaram nesta organização.

Acreditamos que estamos a lançar um novo conceito na organização de eventos deste género, tanto localmente como a nível nacional.

– Qual será o momento alto do evento?

Para a organização dizer qual o momento alto é muito difícil, preparámos o evento na perspectiva de termos vários momentos altos, podendo agradar a todas as faixas etárias.

Como já tinha mencionado, teremos música, dança, teatro e animação de rua, demonstrações de ofícios, etc, etc…

São muitas as iniciativas culturais que serão apresentadas por grupos locais e por grupos nacionais.  

– Vai haver momentos de teatro e recriações. Serão protagonizados por quem?

São muitos os momentos durante os três dias que serão protagonizados pelos grupos/ associações da terra, por grupos do concelho e também por grupos nacionais.

Temos uma oferta diferenciada dentro do teatro, circo, música, um conjunto de recriações e momentos protagonizados pelos seguintes grupos:

Leitura do Foral dos 300 anos da Feira do Capão – Teatro Pedaços de Nós;

O Gaiteiro e os Lobos “Lenda tradicional” por T.R.E.T.A.S (Teatro de sombras e marionetas);

Quadras populares sobre o Capão – Teatro Infanto-Juvenil Pedaços de Nós;

Agostinho e Felicidade por Boca de Cão (Animação de rua com marionetas humanas);

Desfile de Ranchos Folclóricos do concelho de Paços de Ferreira (Associação Cultural e Recreativa As Croceiras de Carvalhosa, Grupo de Danças e Cantares de S. Martinho de Frazão, Grupo Folclórico de Freamunde, Rancho Folclórico das Lavradeiras do Centro Social da Paróquia de Penamaior, Rancho Folclórico da Citânia de Sanfins, Rancho Folclórico de S. Mamede de Seroa, Rancho Folclórico de S. Pedro da Raimonda, Rancho Folclórico Santa Maria de Lamoso);

Chulada da Ponte Velha (Baile à moda antiga com os ranchos folclóricos);

Charanga do Capão;

Alforria – A vida numa carroça por Boca de Cão (2 personagens, 1 carroça, 2 marionetas de manipulação directa e outras de sombras);

“Teatro Dom Roberto” por Red Cloud (teatro popular de fantoches);

” Circ ́ao ́Léu” por Kopinxas (teatro de rua/espectáculo circense);

– Houve preocupação de divulgar as associações locais e envolvê-las no projecto?

Freamunde tem muitas associações com qualidade reconhecida a nível nacional e internacional, é uma mais-valia para o evento ter estas associações na organização, mas acima de tudo ter estas associações envolvidas na apresentação dos seus projectos. A Banda Filarmónica da Associação Musical de Freamunde, que está prestes a fazer 200 anos de história, irá fazer a Abertura (musical) do programa “Terra-a-Terra” da TSF que será em directo do evento. São muitas as actuações realizadas por grupos locais, mas também vai haver actuações diferenciadoras trazidas por grupos nacionais.