Padre
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O zelador do património de Penafiel e impulsionador das escavações no Castro de Monte Mozinho faleceu aos 88 anos. O funeral realizou-se esta quarta-feira, em Moldes.

Faleceu esta terça-feira, 17 de fevereiro, o Padre Joaquim Valente Martingo. Aos 88 anos, o clérigo deixa um legado que extravasa a sua missão pastoral, sendo recordado como uma figura central na dinamização cultural e arqueológica da região de Penafiel.

Um percurso dedicado à Cultura e à Comunidade

Nascido a 2 de junho de 1937, o Padre Joaquim Martingo marcou indelevelmente a década de 70 em Penafiel. Entre 1973 e 1977, serviu como capelão na Santa Casa da Misericórdia de Penafiel, mas foi a sua veia associativa e o entusiasmo pela história local que definiram o seu percurso.

Em 1974, fundou o CCP – Centro Cultural PenaFidelis. Através deste grupo, mobilizou jovens da região para a preservação do património, culminando na retoma das escavações arqueológicas no Castro de Monte Mozinho, em setembro desse ano. Os trabalhos contaram com a orientação científica do Professor Doutor Carlos Alberto Ferreira de Almeida, colocando o “Cidade Morta” novamente no mapa da investigação científica nacional.

Homenagem e Reconhecimento

O seu contributo foi publicamente reconhecido em 2019 pela Associação de Amigos do Museu Municipal de Penafiel, que lhe atribuiu o “Prémio de Valor e Mérito”. Esta distinção é reservada a personalidades que prestaram serviços excecionais à cultura penafidelense e ao seu espólio museológico.

Numa nota de pesar, a Associação lamentou a perda do antigo homenageado, endereçando condolências à família e amigos.

As Cerimónias Fúnebres

As exéquias fúrebres tiveram lugar esta quarta-feira, 18 de fevereiro, na Igreja Paroquial de Moldes (Arouca). O funeral teve início às 14h00 e foi presidido por D. Roberto Mariz, Bispo Auxiliar do Porto.

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