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No passado dia 10 de outubro, assinalou-se o Dia Mundial da Saúde Mental.

Para muitos, a saúde mental é um subgénero da saúde em geral, uma vez que se tende a valorizar mais a queixa física em detrimento de algo que se tende a atribuir a um estado de espírito ou a uma caraterística da personalidade.

Para além dos casos mais graves, normalmente já encaminhados e acompanhados, existe na atualidade um conjunto de acontecimentos suscetíveis de afetar a saúde mental de todos nós, nomeadamente das crianças e jovens, e que tantas vezes nos passam ao lado.

A História confirma que a falta de investimento em saúde mental gera profundo e invisível sofrimento nas crianças e jovens, e põe a nu as graves lacunas na prevenção e cuidados para esta faixa etária, tal como para os cuidadores com perturbações mentais.

Segundo a UNICEF, as perturbações de saúde mental diagnosticáveis afetam cerca de 1 em cada 7 (14 %) das crianças e jovens entre os 6-18 anos de idade no mundo. Metade destas perturbações começam aos 14 anos de idade, mas a maioria, embora tratáveis, passam despercebidas e não são analisadas.

Ora, os últimos dois anos e meio trouxeram-nos dois graves problemas suscetíveis de provocar ou agravar os danos neste tipo de doenças: os confinamentos da pandemia provocada pela Covid-19 e a Guerra na Ucrânia.

Com a Covid-19, as crianças e os jovens viram as suas rotinas alteradas, o acesso a atividades recreativas e escolares restringido, afetando igualmente os rendimentos e a saúde das suas famílias.

Com a Guerra na Ucrânia, para além das afetações dos rendimentos familiares, as crianças e jovens passaram a assistir em direto, através da televisão e redes sociais, ao terror e à morte, tal como à disseminação do medo da extrapolação da guerra para o resto do mundo, e da ameaça ou aniquilação nuclear.

Os efeitos perversos destas situações nos mais novos são evidentes e podem afetar negativamente a saúde mental de toda a uma geração.

Importa, por isso, que cada um de nós, famílias e a escola, Estado e Governo, IPSS e SNS, médicos especialistas e de saúde familiar, priorizem ações e políticas de prevenção e atuação urgentes, com vista a minorar os impactos destas ameaças à saúde mental dos mais novos.

Enquanto é tempo!

 

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