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A direção liderada por António Gaspar Dias apresentou esta segunda-feira a demissão em bloco para provocar eleições antecipadas e reclamar a “defesa do bom nome” de todos os elementos que compõem os órgãos sociais. A decisão surgiu como resposta a uma providência cautelar interposta por um grupo de associados para anular a assembleia geral que ditou a aprovação da constituição de uma SAD e que levantou algumas vozes contestatórias sobre a forma como se procedeu o negócio. “Os órgãos sociais foram da opinião unânime que devíamos demitir-nos para sermos novamente candidatos às eleições que o presidente da assembleia geral marcará em breve. Todo este processo está envolto numa suspeição que não devia ter acontecido porque esta direção foi mandata por unanimidade pelos sócios em dezembro de 2016, que é quem decide a vida do clube. Não devem ser os tribunais, nem meia dúzia de sócios que não aparecem em lado nenhum, nem às assembleias, nem querem saber da vida do clube desde que saíram”, justificou o presidente demissionário.

Gaspar Dias garante que foi tudo feito de forma transparente, mas garantiu que o processo transitório da SDUQ para uma SAD ficará suspenso até serem realizadas as novas eleições para os órgãos sociais. “O processo de transformação está parado para dar legitimidade à direção que sair das próximas eleições de fazer aquilo que entender. Até lá, vamos discutir o projeto. Já apesentei o meu e agora falta saber qual é o projeto dos outros”, referiu o líder do clube, que ficou sem certezas se os investidores irão esperar pelas eleições e manter a vontade de entrar no projeto da SAD.

O líder aproveitou para lamentar as dúvidas levantadas pelo grupo de sócios que avançou com a providência cautelar. “Fiquei surpreendido. A providência cautelar é assinada por António Gomes, Basílio Teixeira e Jorge Teixeira Gomes e dois destes nomes foram presidentes do FC Penafiel. Estamos a falar de alguém que deve conhecer os estatutos com a palma da sua mão. Fiquei surpreendido até pela história que têm neste clube. O sr. Gomes é presidente honorário, o sr. Teixeira fez parte das direções do sr. Gomes e, em 2013, quando veio a lei de bases para transformação da nossa associação em sociedade desportiva, o sr. Teixeira achou que não tinha condições de continuar e ninguém o pressionou por isso. Vir agora intentar uma providência cautelar contra a vontade dos sócios é não respeitar essa vontade”, criticou.

A vertente desportiva também é uma preocupação e Gaspar Dias receia que o plantel possa ser penalizado. “Estamos a tentar blindar os jogadores deste problema. Tive uma reunião com o treinador sobre esse assunto e os jogadores estão apreensivos. Mas espero que os resultados não sofram com esta situação toda, causada por um devaneio. Espero que os jogadores consigam manter o seu foco naquilo que é importante e havemos de resolver este problema para termos paz e seguir o nosso caminho”.

Apesar da demissão em bloco, os atuais elementos dos órgãos sociais assumirão a gestão do clube nos mesmos moldes até às eleições, que deverão acontecer ainda neste mês de agosto.

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