Celebra-se esta quinta-feira o Dia Mundial da Psoríase, uma doença não contagiosa, caracterizada pelo aparecimento de lesões vermelhas, espessas e descamativas em várias partes do corpo.

Apesar de ainda não existir cura, o tratamento permite aos doentes ficarem quase limpos ou totalmente livres de sinais e sintomas da doença – e uma melhor qualidade de vida.

Assim, a PSOPortugal, uma IPSS com o objetivo de informar sobre a doença e de lutar pelos direitos dos doentes, denunciou que “muitos doentes ainda sofrem desnecessariamente devido a diagnóstico tardio ou incorreto, falta de acompanhamento médico, tratamento desadequado e estigmatização social”.

A psoríase afeta 1 a 3% da população mundial, podendo surgir a qualquer idade. As lesões características surgem, sobretudo, nos cotovelos, joelhos, região lombar, couro cabeludo e unhas. Contudo, em um em cada três casos, a doença atinge as articulações, dando origem à artrite psoriática.

Segundo a PSOPortugal, a base da psoríase é genética, mas os surtos podem desencadear-se devido a stress, problemas laborais, angústia, depressão e, até, em consequência de infeções ou da toma de alguns medicamentos. Contudo, o caráter genético não implica uma hereditariedade de pais para filhos.

Existem, contudo, além do tratamento, algumas recomendações que podem ajudar quem vive com psoríase:

  • Adotar hábitos de vida saudáveis e alguns cuidados diários para diminuir a manifestação da doença;
  • Praticar exercício físico regular, manter uma alimentação saudável e evitar o consumo de tabaco e de álcool;
  • Aplicar cremes hidratantes e agentes queratolíticos (substâncias que dissolvem ou destroem a camada córnea da pele), favorecendo uma hidratação profunda da pele por evitar a perda de água por evaporação na camada mais externa da pele;
  • A exposição solar (Helioterapia) deve ser moderada, uma vez que os raios solares ajudam no processo de regeneração da pele a ajudam a controlar a psoríase;
  • Utilizar roupas confortáveis, para minimizar a irritação e maximizar o conforto;
  • Participar em grupos de apoio com o objetivo de partilhar experiências;
  • Procurar aconselhamento médico e seguir com o tratamento prescrito.

Para Jaime Melancia, presidente da PSO Portugal, é necessário procurar ajuda médica “aos primeiros sinais suspeitos” – algo fundamental para o controlo da doença “e, consequentemente, para uma melhor qualidade de vida.

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