motards
O grupo de motards de Lousada

O Clube Motard de Figueiras, sediado no concelho de Lousada, voltou a levar o nome da região além-fronteiras numa verdadeira maratona sobre duas rodas. No final do mês de agosto, um grupo de associados do clube cumpriu uma viagem de 2.350 quilómetros para marcar presença no Grande Prémio de Aragão, em Espanha. A passagem pelo circuito espanhol uniu a paixão do motociclismo ao turismo cultural e gastronómico.

Apenas uma semana após o regresso, o outro grupo do Clube, composto por seis motards, fez-se à estrada para cumprir uma nova travessia europeia: a rota rumo ao Misano World Circuit Marco Simoncelli, em Itália, para assistir ao Moto GP de San Marino.

A expedição, apelidada de “Roud to San Marino”, tem sido retratada diariamente nas redes sociais da associação através de diários de bordo que detalham cada ligação:

  • 1.ª Etapa (Figueiras – Bragança): Um arranque tranquilo de 183 km na sexta-feira para dar início à grande viagem.
  • 2.ª Etapa (Bragança – Andorra): A maior tirada da travessia, com 914,7 km sem percalços a cruzar toda a Espanha.
  • 3.ª Etapa (Andorra – Nice): Entrada em França com 697 km marcados por paisagens de montanha e pela ultrapassagem de um pequeno contratempo provocado por um pneu furado.
  • 4.ª Etapa (Mónaco – Berna): Um percurso desafiante de 568 km que atravessou França, Itália e culminou na Suíça, com a subida à colina do Gran São Bernardo como ponto alto da tirada.
  • 5.ª Etapa (Berna – Innsbruck): percurso foi de 560 km, com passagem por quatro regiões e de quatro países diferentes, com saída de Berna (Suíça), passagem por Vaduz (Liechtenstein) e pelo Passo Stelvio (Itália), terminando o dia em Innsbruck (Áustria).

Chegada a Itália acontece dia 11

Esta quarta-feira, o grupo dirigia-se para Veneza, quando ainda faltam dois dias para chegar ao destino, o que vai acontecer na sexta-feira, dia 11.
André Peixoto, um dos motards que integra a expedição, em declarações ao Jornal IMEDIATO, disse que a aventura está a ser “muito boa” e que têm atravessado países muito bonitos, com belíssimas paisagens, e estradas que só conhecíamos da televisão”.

O motard, que já tinha feito uma viagem de mota até à Holanda, assegura que esta voagem tem sido “fantástica”, aproveitando o caminho para “desfrutar das paisagens”, mas também para conhecer os Alpes e os Pirenéus.

O grupo partiu à aventura, tenho apenas reservado os hotéis onde pernoitam. “Comemos onde conseguimos, fazemos tudo quando podemos, apenas reservamos os hotéis porque somos seis pessoas e seria mais difícil e também porque procurámos lugares com segurança, onde possamos guardar as motas para não sermos roubados”, explicou.

As poucas horas dormidas e as jornadas de cerca de 10 horas em cima da mota têm sido o mais difícil. “É o desgaste físico grande, porque às vezes para fazermos 100 quilómetros demorámos três horas, porque as estradas são mesmo sinuosas”. O clima também não tem ajudado muito. “Já apanhamos neves, chuva torrencial e temperaturas de 40 graus”, referiu. A isto, juntam-se contratempos próprios de quem viaja, caso de um pneu furado, ou de avarias nas motas, como já aconteceu. “Aí, temos que procurar uma oficina. Reparámos e fazemo-nos outra vez à estrada”.

Apesar disso, André Peixoto assegura que a experiência está a compensar. “Há dias que chegamos muito cansados, mas está a ser muito bom”, concluiu.

A viagem prossegue por etapas até sexta-feira, dia em que chegam a Itália, reforçando a iniciativa do clube em levar o símbolo de Figueiras e as cores de Portugal às estradas da Europa. Dia 16 de setembro, o grupo estará de volta a Portugal.

 

Subscreva a newsletter do Imediato

Assine nossa newsletter por e-mail e obtenha de forma regular a informação atualizada.