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De velas nas mãos e movidos pela fé, centenas de fiéis acompanharam ontem o percurso da procissão das Endoenças, entre a Igreja Paroquial de Santa Clara do Torrão, em Alpendorada, Marco de Canaveses e a Capela de São Sebastião, em Entre-os-Rios, Penafiel e  participaram nesta secular tradição de Quinta-Feira Santa e assistiram ainda ao “Sermão do Encontro” entre Nossa Senhora das Dores e Jesus Cristo.

Depois de dois anos de interregno devido à pandemia, mas assinalada de forma simbólica em Entre-os-Rios, a procissão das Endoenças voltou a reunir centenas de pessoas, quer na procissão, quer pelas ruas para assistir a esta celebração religiosa com mais de 300 anos.

“É um momento muito importante para os cristãos, para aqueles que têm fé e que vêm neste momento e em tudo o que ele representa algo muito importante na sua vivência”, referiu ao Jornal IMEDIATO Antonino de Sousa, presidente da Câmara Municipal de Penafiel. O autarca destacou ainda importância da vertente turística do evento, “incontornável no Norte do país, traz muita gente à região e isso reflete-se na economia local”.

As margens dos rios Tâmega e Douro, assim como o percurso da procissão, foram iluminadas com milhares de tigelinhas, 50 mil das quais apoiadas pelas autarquias de Penafiel e Marco de Canaveses. “Continuamos empenhados para que as Endoenças continuem a ser uma referência incontornável do turismo religioso no concelho e na região”, concluiu Antonino de Sousa.

Segundo Isabel Guedes, presidente da Junta de Freguesia de Eja, a população estava ansiosa pelo regresso das celebrações. “É um evento que envolve toda a comunidade, para que se possa prolongar”.

Recorde-se que as Endoenças em Entre-os-Rios foram classificada em 2015 pelo Município de Penafiel e inscritas no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial.

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