Floriano de Sousa e Silva, 66 anos, é o candidato do PTP – Partido Trabalhista Português a Presidente da Câmara Municipal de Paços de Ferreira.

O que o levou a assumir esta candidatura?

Quando em 2013 anunciei a minha candidatura, os miúdos da minha rua começaram a tratar-me carinhosamente por “Presidente”, no que acabaram por ser imitados pelos adultos. Por vezes, ficava incomodado com esse tratamento, mas reconheci que havia um certo respeito e admiração pela minha pessoa.
Depois, as pessoas vêm falar-me de todo o tipo de problemas, como se eu ocupasse um cargo público ou pudesse de alguma forma, resolver alguma coisa. E, nestes casos, embora expondo as minhas limitações, estou sempre pronto a ajudar, encaminhando os assuntos para quem os possa resolver.
Depois fui convidado por alguns partidos para apresentar uma candidatura, mas,eu preferia ser candidato por um partido com o qual tivesse afinidades ideológicas e me desse um apoio logístico que me permitisse lutar abertamente pela vitória.
Devido aos convites recebidos, mantive sempre em aberto a hipótese de me candidatar, mas intimamente não o desejava. Foram muitas as pessoas que me perguntaram se me iria candidatar mas acabou por ser o cinismo e hipocrisia de certas pessoas que me ajudou a decidir.
Desde muito novo, que tenho preocupações políticas, económicas e sociais, que, apesar de muito apregoadas, não consigo descortinar naqueles que se apresentam como principais protagonistas destas eleições autárquicas e, daí, a verdadeira razão da minha candidatura:
Apresentar outro caminho.

O que o distingue dos restantes?

À partida o traço mais distinto da nossa candidatura, é que trata-se de uma candidatura popular, de pessoas sem ligações à política ou a partidos e que participam apenas para fazer ouvir uma voz independente na defesa dos verdadeiros interesses das pessoas e do concelho de Paços de Ferreira.
Mas, há outras diferenças muito acentuadas. Haverá algumas honrosas exceções, mas a maioria das pessoas que concorrem às autarquias procuram notoriedade pessoal e colher benefícios económicos dessa participação: ou porque serão eleitos para lugares remunerados ou estão apoiando os virtuais vencedores e por esse meio, esperam também sentar-se à mesa do orçamento como agradecimento pela sua participação e apoio.
Nós estamos na política para servir e entendemos que o único prémio que merecemos pela nossa participação cívica e política, é o reconhecimento por parte dos nossos conterrâneos e concidadãos e termos a certeza de que o merecemos, concedido ou não.

Quais são as prioridades da candidatura que lidera?

A prioridade das prioridades será evitar que os ativos da PFRInveste sejam vendidos ao desbarato, assumindo depois a gestão desse património que será utilizado para os fins para que terá sido adquirido e colocado ao serviço do desenvolvimento económico, da diversificação económica, da criação de empresas e de novos postos de trabalho em Paços de Ferreira.
Depois, pagar as dívidas mais antigas, reduzindo dessa forma o tempo de pagamento do município e apresentar um plano para a regularização total de todas as dívidas.
Assegurar sempre o bom estado das nossas artérias em todo o concelho, prosseguindo a política do atual executivo, de utilizar meios próprios.
Outra prioridade será dar seguimento às promessas que começamos a fazer na pré-campanha;
– Construir uma Central Térmica a Biomassa Florestal; Construir uma Praia Fluvial e um Parque Aquático no Parque Urbano de Paços de Ferreira;
– Pagar os Manuais Escolares até ao 12.º Ano;
– e organizar um processo de luta contra as portagens, com o apoio dos outros municípios afetados por esse crime contra a mobilidade das pessoas e penalizador dos nossos setores empresariais.
Um executivo liderado por nós, não dispensará os serviços de quem tenha servido o município com honradez e competência e procurará envolver as outras forças políticas nas decisões importantes, principalmente naquelas que sejam estruturantes para o futuro e não terá qualquer dúvida em atribuir pelouros aos vereadores das outras forças políticas, para setores que sejam da sua reconhecida competência.

Em que áreas defende que tem que haver uma maior intervenção politica?

Sem dúvida que a nossa intervenção política será essencialmente virada para a ação social de apoio às famílias mais carenciadas e sobretudo às crianças e aos idosos e, neste capítulo, é muito importante a ligação ao Ministério da Educação e aos estabelecimentos de ensino, professores e comissões de pais e à Segurança Social e às instituições de apoio social.
Outro aspeto importante é o apoio aos nossos empresários, industriais e comerciantes, e nisso seguiremos muito das políticas praticadas pelos executivos anteriores.
O emprego e a criação de emprego com qualidade e com direitos será sempre uma prioridade da nossa política, de modo que os empresários que criarem emprego permanente e com direitos, receberão da nossa parte todas as facilidades que lhes pudermos conceder, a começar pela redução de impostos.
Apoiaremos todas as instituições do concelho com especial carinho pelos nossos bombeiros.
Também tudo faremos para que a nossa Banda Musical tenha o apoio e relevo que merece.
No desporto, apoiaremos todas os clubes do concelho e principalmente as escolas de formação.
Criaremos um gabinete de apoio ao consumidor para defender os pacenses da prepotência das empresas de serviços, como a EDP e as telecomunicações.

Como analisa e avalia o último mandado autárquico?

O mandado autárquico que agora vai terminar falhou no essencial que se propunha realizar e antes enveredou por quatro anos de campanha eleitoral, alimentada por um rol de boas intenções e alguns investimentos falhados.
Teve também coisas muito positivas e que mereceram sempre o nosso apoio, como por exemplo:
Acabarem com os gastos exorbitantes herdados do executivo anterior e ter acabado com os abusos dos funcionários no que diz respeito à utilização de viaturas e de telemóveis.
Fizeram um excelente trabalho na recuperação das ruas e estradas do concelho, com o grande mérito de terem deixado de recorrer a empreitadas, mas fazerem todo esse trabalho com o pessoal da Câmara Municipal.
Mereceram um forte aplauso da nossa parte, quando apresentaram o 1.º Orçamento com superavit.
Em tudo isto o Executivo camarário está de parabéns. Mas, convém que se diga, que apenas fizeram o seu dever!
Todavia,tomou posições de fundo inaceitáveis, como pedir a insolvência da PFRInvest e desistir de remunicipalizar a água, utilizando dois pesos e duas medidas, para cada caso e fizeram-no no interesse do Executivo e não do concelho e das pessoas de Paços de Ferreira.
Conseguiram a insolvência da PFRInvest, mas criaram outra organização para a substituir nas mesmas funções: captar investimento para o concelho.
Baixaram o preço da água, pelo menos por agora, mas prolongaram o contracto com a AGS a quem vão pagar 50 milhões de euros. Quer dizer, aproveitaram a existência duma cláusula ruinosa para o município no contrato assinado pelo anterior executivo para negociarem a continuidade do contrato a troco de uma ajuda eleitoral: baixar o preço da água.
Podemos dizer que teve um bom desempenho, mas não merece confiança.

Quais são as suas expetativas para o dia 1 de Outubro?

Ficar com a certeza de ter cumprido o meu dever, de ter procurado fazer uma campanha, sem recorrer a falsas promessas, sem insultos, sem mentiras, sem calúnias e que, por isso, continue a merecer o respeito dos meus concidadãos, independentemente da expressão eleitoral que consiga a minha candidatura.
Penso que o povo de Paços de Ferreira, não se deixará enganar pelo “ar sisudo” destes partidos que já mostraram aquilo que são e não lhe voltarão a franquear “as portas à chegada” do dia em que de facto os cidadãos são todos iguais: NA MESA DE VOTO.
E somos todos iguais, porque O VOTO É SECRETO e, portanto, podem muito bem dar-me a vitória.

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