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Vivemos de novo, ou melhor, continuamos a viver um tempo conturbado da nossa democracia. As promessas que continuam a chegar do Governo esbarram seriamente com a realidade. Na verdade, não estamos a viver melhor e mesmo perto de nós, os problemas continuam. Mesmo que se disfarce! De pouco contam as promessas quando a sua concretização fica sempre pela metade. A Saúde, a Justiça, a Educação… tantos problemas, tantos entraves, tantas promessas que continuam por resolver…

No país, assiste-se à negociação do orçamento que depois de alterado e aprovado, não será integralmente cumprido. Assiste-se passivamente à tomada do poder sem limites, ao desrespeito descarado pela independência das instituições, ao silenciamento da sociedade civil, à arrogância e soberba de quem entende não ter de dar explicações e, em paralelo, à recusa em assumir responsabilidades. Faz-se quase tudo, como cada um quer, sem que apresentem justificações.

A promessa de relançamento da economia esbarra ruidosamente no sacrifício fiscal das famílias e na aplicação errada e sem critério dos dinheiros públicos. Impostos atrás de impostos, taxas que se seguem a outras taxas, sem que seja possível escapar sem pagar.

A saúde, o S.N.S. em particular, que a esquerda insiste em defender, degrada-se à vista de todos. Em cada dia que passa, damos conta de mais um erro, de uma falha que fica impune e que o cidadão comum é obrigado a aguentar. Os hospitais estão cheios de gente que é vítima de quem não pode fazer mais. Ou porque não pode, ou porque não quer, ou porque não recebe para o fazer. E a vítima é, seguramente, o doente!

As Escolas, oh, as Escolas! Essas estão a falhar na sua missão de dar oportunidades de futuro. Aos jovens, naturalmente. Horários pouco pedagógicos e programas pouco ajustados, professores sem motivação ou mal preparados, turmas enormes, mal distribuídas, com gente que sabe mal o que há-de fazer no futuro. Isto tudo e muito mais já que, felizmente, ainda há boas excepções. Continuo, naturalmente, a acompanhar o que se ensina, o modo como se ensina e lamento, algumas vezes, não poder voltar à Escola… Mesmo assim, apesar de tudo, ainda há aulas que funcionam.

Não é tudo ainda. A Justiça continua a perder credibilidade. Cada vez mais. Não funciona para todos do mesmo modo, não cumpre o seu dever e não segue a legislação em vigor. Casos e casos que mereceriam punição e que continuam impunes e esquecidos durante anos. Longe de ser igual para todos!

A par disto tudo, o Governo continua a prometer mas o país não sai do empobrecimento e caminha cada vez mais para a cauda da União Europeia porque, na verdade, a estratégia usada não chega para que se possa progredir.

Disto tudo ou talvez não por ser insuficiente, o exercício activo da oposição teria de ser uma obrigação forte de escrutínio adequado mas indispensável à qualidade da governação.

Haja ou não haja eleições antecipadas, prevejo que esta confusão actual permaneça e receio que o que se faz a nível nacional, cresça e se instale também nas autarquias onde tudo possa não estar bem. Pelo que posso observar, a nível local, falta também a coragem, a ousadia, o espírito livre e justo, o gosto de fazer o que realmente interessa às pessoas e ao Concelho. Sem vingança, sem receios, sem louvores falsos aos que apenas fingiram fazer!…

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