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Fotografia: CHTS

O Hospital Padre Américo, em Penafiel, iniciou a semana num cenário de “caos total”, com 78 doentes à espera de vagas no internamento na segunda-feira. Dois dias depois, o número reduziu para mais de metade, em função da transferência de doentes para outras unidades hospitalares.

A denúncia do “caos total” verificado no início da semana na urgência do Hospital Padre Américo foi feita pela Secção Regional do Norte da Ordem dos Enfermeiros que alertou para o facto de estar a ser posta em causa a qualidade dos cuidados de saúde prestados.

“Quase oitenta doentes internados na urgência é uma brutalidade. Não há serviço que resista”, referiu ao Jornal IMEDIATO João Paulo Carvalho, presidente da Secção Regional do Norte da Ordem dos Enfermeiros, admitindo que “o fluxo às urgências está a aumentar em todo o país”, mas que no Padre Américo a situação torna-se “mais complicada”, por se tratar de um hospital “que está subdimensionado para a população que serve”. “Aqui sente-se muito mais. É muito fácil atingir limites que põem em causa a qualidade dos serviços prestados, assim como a segurança dos profissionais e dos utentes”, referiu.

Depois de ter, na segunda-feira, 78 a aguardar em macas, nos corredores, uma vaga no internamento, “13 dos quais infetados com covid-19 e três com uma bactéria multirresistente”, esta quarta feira estavam 20 doentes nessa situação, um número bem abaixo do registado no início da semana.

Para a Secção Regional do Norte da Ordem dos Enfermeiros é essencial uma intervenção da tutela. “É um problema estrutural e recorrente que exige medidas que não passam pela administração do Hospital, mas pela tutela que tem que reforçar a capacidade instalada numa região tão extensa e com tantas necessidades em saúde”, concluiu o dirigente.

Transferência de doentes

Ao Jornal IMEDIATO, fonte do Conselho de Administração do Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa (CHTS), do qual faz parte o Hospital Padre Américo, garantiu que “continua a acompanhar, em permanência, a afluência de utentes” ao Serviço, ressalvando que a mesma “tem atingido números próprios das épocas de Inverno”.

Disse ainda que “apesar da permanente articulação” que o Hospital tem feito com outras hospitais da região, públicos, privados, “estes momentos de maior afluência causam dificuldade de resposta por escassez de camas para internamento”.

“O gabinete de crise do CHTS salienta o profissionalismo de todos, em particular dos serviços de Medicina Interna e de Urgência, que contribuem diariamente para minimizar o desconforto físico dos doentes e das famílias”, concluiu.

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