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ISCE Douro 2026

A Unidade Local de Saúde do Tâmega e Sousa (ULSTS) alargou o seu serviço de Oncologia e agora, os doentes com cancro digestivo da área de influência da Unidade podem realizar os tratamentos mais próximos de casa, no Hospital Padre Américo, em Penafiel, evitando deslocações frequentes ao Porto e beneficiando de um acompanhamento mais próximo e integrado.

A nova resposta, em funcionamento desde março de 2026, representa mais uma etapa no crescimento do Serviço de Oncologia da ULSTS, que iniciou a sua atividade terapêutica em 2023 com o tratamento do cancro da mama, alargando posteriormente a sua intervenção ao cancro urológico e, agora, ao cancro digestivo. Desde a sua criação, o serviço já tratou 63 doentes. No que respeita ao cancro da mama, criado em 2023, já foram tratados 696 doentes e no urológico, criado em 2025, tratados 97 doentes.

Esta nova valência da ULSTS, permite que uma parte significativa do percurso terapêutico do doente seja assegurada localmente, através de uma articulação multidisciplinar entre Oncologia, Cirurgia Geral, Enfermagem, Serviço Farmacêutico e Hospital de Dia, em estreita colaboração com a equipa de Radioterapia da ULS São João sempre que necessário.

Os tratamentos incluem quimioterapia, imunoterapia e outras terapêuticas sistémicas administradas por via intravenosa ou oral, de acordo com as necessidades clínicas de cada doente.

Proximidade traduz-se em eficácia clínica e otimismo

Rita Gameiro, médica oncologista responsável pela área do cancro digestivo, destaca os benefícios desta resposta, que é “muito importante na realidade nacional e principalmente na realidade local”, que se reflete no tratamento clínico, mas também na qualidade de vida dos doentes.

Para a profissional, este projeto tem sido “um desafio”, que têm conseguido superar “em benefício da população” e há “vontade de avançar, por parte de todos os profissionais envolvidos neste projeto e de fazer mais”.

Também a médica Marta Peixoto, destaca a importância desta evolução no serviço, que permite realizar nos doentes “tudo o que é tratamento standard na área dos tumores digestivos”. “É uma mais-valia para o doente, porque está mais próximo da sua área de residência. Além disso, é um serviço mais pequeno, que permite uma atenção muito personalizada e baseada no doente e qualquer dúvida que tenham, venham cá ou ficam com os nossos contactos. Qualquer situação, qualquer complicação, nós falámos muito próximo com eles, o que muitas vezes não acontece numa instituição maior, onde não há tanta proximidade”, assegurou.

Segundo a profissional, isto reflete-se “nos tratamentos, no acompanhamento, no otimismo, tentar que as coisas corram sempre bem”.

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A equipa de Oncologia é liderada por Susana Sousa, Diretora do Serviço de na ULSTS, para quem a integração do tratamento do cancro digestivo representa um marco importante no processo de crescimento e diferenciação da instituição. “A integração do tratamento do cancro digestivo demonstra a capacidade de crescimento e de consolidação da Oncologia da ULSTS. Estamos a construir uma resposta cada vez mais completa, diferenciada e centrada nas necessidades dos nossos utentes, permitindo que recebam cuidados de elevada qualidade sem terem de se afastar da sua comunidade.”

Segundo a profissional, “há necessidade de aumentar a equipa para continuar a dar a melhor resposta”, e tal vai acontecer em breve com a integração de uma nova médica, que se vem juntar à equipa que além da diretora do serviço, de Rita Gameiro e Marta Peixoto, conta ainda com Iolanda Mendes.

Além disso, o projeto será em breve, alargado à Ginecologia – o que deverá acontecer na segunda metade deste ano – e o objetivo é que possa vir também, no futuro, a tratar os doentes com cancro do pulmão. O serviço está ainda a finalizar um protocolo com o IPO do Porto para que os doentes sejam operados lá e depois tratados no hospital de Penafiel.

“A nossa ambição é infinita. Queremos muito crescer, nascemos, estamos a crescer, mas queríamos crescer ainda mais, porque só assim faz sentido, seguir com as patologias que são mais frequentes”, referiu a diretora do serviço-

A par, ambicionam ainda ter um espaço próprio para o serviço, que dará mais conforto e privacidade aos doentes” e concluir o projeto que têm para a criação de um Centro Oncológico Integrado. “Precisávamos de verba para o pôr em prática. E isso depende do Hospital, do Ministério e da tutela, porque no que a nós diz respeito, a nossa vontade é imensa para fazer mais por esta população”, concluiu.

Angélica Mesquita é uma dos 63 doentes seguidos no Hospital

Em outubro de 2025, a vida de Angélica Mesquita mudou, após o diagnóstico de um cancro digestivo. A mulher de 52 anos, é de Santa Marinha do Zêzere, no concelho de Baião e é uma das 63 doentes do serviço de oncologia digestiva do Hospital Padre Américo.

Angélica Mesquita fez a sua cirurgia no Hospital Padre Américo em março deste ano e um mês depois iniciou os seus tratamentos, que ainda se mantêm. Vem ao Hospital Padre Américo de três em três semanas, para uma sessão de tratamento de quatro horas e mostra-se bastante satisfeita por não ter de se deslocar ao Porto. Vir até Penafiel já é muito longe, porque faço cerca de 100 quilómetros. Ir até ao Porto ainda ia ser pior, porque para além do tempo de viagem e da distância, financeiramente também seria muito mais dispendioso”, referiu.

Mas mais importante do que a distância, a paciente destaca o tratamento que recebe dos profissionais do Hospital. “É importante ter os serviços cada vez mais perto de casa, é muito mais fácil. Mas principalmente estou a ser muito bem tratada aqui, gosto dos profissionais e, apesar de tudo, a experiência tem sido muito positiva. Estou muito otimista e a equipa aqui também me transmite essa confiança. É importante na recuperação estar positiva e ter as pessoas certas a acompanhar-nos, quer nas equipas de tratamento, quer na família”, concluiu a paciente.

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