MarioTomeFIN
Foi o teor da intervenção de Mário Tomé, deputado pelo Chega na AM, que motivou a reação de Paulo Ferreira

A concelhia do CHEGA de Paços de Ferreira emitiu uma nota de repúdio veementemente crítica em relação à intervenção de Paulo Ferreira, presidente da Câmara Municipal, durante a Assembleia Municipal realizada esta quinta-feira, 5 de novembro.

Em causa estão as declarações do autarca que incluíram referências à corrupção, à prática de crimes e menções recorrentes a “malas”, acompanhadas por críticas direcionadas aos eleitos do partido e ao líder nacional, André Ventura. O CHEGA considera que estas abordagens lançam suspeitas sem fundamentação factual ou identificação de condutas concretas, acusando o presidente de degradar o debate democrático e de atuar de forma incompatível com a responsabilidade institucional inerente ao cargo.

Contraponto político e exigência de rigor

Na mesma publicação, a estrutura política questiona se o critério de associar a filiação partidária a suspeitas seria igualmente aplicado pelo autarca aos eleitos do Partido Socialista (PS), incluindo o antecessor de Paulo Ferreira e atual deputado na Assembleia da República. Referindo-se a processos judiciais e investigações em municípios como Santo Tirso, Barcelos, Valongo, Gaia, Montalegre e Matosinhos, o partido argumenta que o PS não pode arrogar-se de uma autoridade moral exclusiva, reiterando que “a honorabilidade não se presume nem se retira em função do partido”.

O comunicado sublinha ainda que o mandato do presidente da câmara detém a mesma legitimidade democrática — conferida pelo voto dos cidadãos — que o dos deputados municipais do partido, rejeitando qualquer tentativa de reduzir os seus eleitos a uma “obediência automática” e defendendo que a disciplina partidária não anula a independência de pensamento.

Exigência de retrato e pedido de desculpas

Considerando que quem formula acusações tem o dever de as fundamentar com clareza, a concelhia do CHEGA exige que Paulo Ferreira:

  • Assuma a responsabilidade pelas palavras proferidas;

  • Se retrate publicamente;

  • Apresente um pedido de desculpa formal aos eleitos visados.

Por fim, a estrutura política assegura que continuará a exercer o seu mandato de fiscalização do executivo municipal com firmeza, focando-se na defesa dos interesses dos pacenses.

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