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Socialistas pacenses criticam recuo do Chega

A Bancada do Partido Socialista (PS) na Assembleia Municipal de Paços de Ferreira reagiu publicamente ao cancelamento da sessão extraordinária dedicada à segurança, acusando o Chega de utilizar um tema sensível como “instrumento de combate político” e de recuar por “falta de fundamentos”.

A posição socialista surge em resposta ao comunicado emitido pelo Chega, que justificou a retirada do requerimento — que levou o presidente da Assembleia Municipal, António Coelho, a cancelar a reunião agendada para hoje, dia 8 de outubro — com o atraso no envio de dados estatísticos por parte da Guarda Nacional Republicana (GNR) e com a oposição do PS a um adiamento da sessão.

Críticas ao recuo do Chega e defesa da realidade local

Em comunicado divulgado esta quinta-feira, os deputados municipais do PS manifestaram “surpresa” perante o cancelamento de última hora e questionaram a coerência da iniciativa do partido Chega. “Se não existiam dados suficientes para discutir a segurança do concelho, com que fundamento foi solicitada uma Assembleia Extraordinária sobre esse mesmo tema?”, interroga a bancada socialista.

Para o PS, o recuo do Chega demonstra falta de preparação para o debate. “Quem assume responsabilidades políticas deve estar preparado para apresentar factos, números e propostas concretas, contribuindo para encontrar soluções e não simplesmente para lançar suspeitas sobre a segurança de um concelho”, refere a nota, condenando a criação de “expectativas junto da população” em torno de um debate posteriormente abortado.

O partido recusa a existência de um clima de insegurança em Paços de Ferreira, sustentando que o quotidiano nas 16 freguesias do concelho é marcado pela tranquilidade e pela vivência normal dos espaços públicos.

PS invoca dados oficiais de 2025 para assegurar que concelho é seguro

Rejeitando o que considera ser a “criação de perceções ou de alarmismos que não correspondam à realidade”, o PS baseia a sua posição nos relatórios oficiais mais recentes. Segundo o comunicado, os indicadores estatísticos registados até 31 de dezembro de 2025 mantêm Paços de Ferreira “entre os concelhos mais seguros do país, com índices de criminalidade baixíssimos”, sendo estes 24% abaixo da média nacional.

A bancada socialista defende que os números públicos comprovam a estabilidade do território e expressa “reconhecimento à população” local — composta por mais de 56 mil habitantes —, atribuindo ao comportamento dos munícipes o ambiente de paz social que se vive no concelho.

O PS garante ainda que o executivo municipal continuará a trabalhar em estreita cooperação com as forças de segurança e conclui afirmando que “a segurança dos pacenses não se mede pelo ruído político, mas pela realidade vivida diariamente”.

 

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