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Foco centrado na Assembleia Geral Extraordinária do FC Paços de Ferreira, agendada para terça-feira (22 de setembro)

O clima de divergência institucional no FC Paços de Ferreira conheceu novos capítulos este final de semana, na sequência do desacordo entre a Direção do clube e dois associados relativamente às consequências do indeferimento decretado pelo Tribunal de Penafiel à providência cautelar.

Em comunicado emitido na passada sexta-feira (18 de setembro), a Direção dos “Castores” informou os associados de que foi notificada da decisão judicial que julgou improcedente a providência cautelar promovida pelos sócios José Fernando Sequeira e Moreira Lobo.

No mesmo documento, os dirigentes do clube manifestaram satisfação por ver a questão ultrapassada, lamentando, contudo, os “danos reputacionais e financeiros” provocados pela ação, assim como os “constrangimentos na gestão e no normal funcionamento da Sociedade Desportiva e do Clube nas últimas semanas”. A Direção acrescentou ter pautado a sua atuação com “respeito e recato”, apesar de considerar a providência “extemporânea”.

Sócios contestam versão da Direção e mantêm via judicial aberta

Em resposta, os associados subscritores da providência cautelar emitiram este domingo uma nota de esclarecimento dirigida aos sócios, desmentindo que o caso esteja encerrado. Fernando Sequeira e Moreira Lobo sustentam que a decisão judicial conhecida “não apreciou nem decidiu a questão principal” em causa, resultando apenas de uma “questão processual anterior” sobre a qual foi interposto recurso, o qual continua pendente nos tribunais.

Segundo os dois associados, a providência cautelar visa unicamente conter a prática de atos de legalidade duvidosa até à obtenção de um julgamento definitivo. Adicionalmente, revelam que o prazo para a apresentação de uma ação de anulação se mantém a decorrer, não tendo sido formalizada até ao momento por estarem “à espera que a Direção promova a realização da nova Assembleia Geral”.

Foco virado para a Assembleia Geral Extraordinária

Na mesma tomada de posição, os sócios lamentam que a nota oficial da Direção “omita estes factos e transmita a ideia de que tudo está resolvido”, apelando à mobilização dos associados do clube pacense.

O foco centra-se agora na Assembleia Geral Extraordinária do FC Paços de Ferreira, agendada para o próximo dia 22 de setembro (terça-feira). Ambos os lados consideram o momento determinante para o futuro do clube, com os sócios requerentes a sublinharem que a presença e o voto de cada associado “são essenciais para garantir que as decisões tomadas refletem verdadeiramente a vontade dos sócios”.

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