cuf

As doenças cardiovasculares estão entre as principais causas de morte e incapacidade. Em Portugal, estão na origem de cerca de 30% dos óbitos, ou seja, acima de outras doenças tão temidas, como os tumores malignos. As suas manifestações clínicas mais comuns são o enfarte do miocárdio, a insuficiência cardíaca e o acidente vascular cerebral (AVC).

A qualidade de vida é particularmente afetada pelas sequelas incapacitantes e duradouras associadas a estas doenças, em particular as limitações físicas. É o caso da falta de ar ou dor no peito ao fazer esforços comuns e da perda temporária ou permanente da autonomia, que ocorrem na insuficiência cardíaca e no AVC, respetivamente.

Reconhecer rapidamente os sintomas é vital para garantir um tratamento precoce e adequado, evitando sequelas futuras ou mesmo desfechos mais trágicos. Dor súbita no peito, falta de ar intensa e inexplicável, palpitações e desmaios podem ser sinais de doença cardíaca grave e exigem intervenção médica urgente. Nestas situações, ligar de imediato para o 112 pode, de facto, salvar vidas. Se tiver sintomas, lembre-se: na doença cardíaca, todos os minutos contam.

Por outro lado, nunca é demais sublinhar que é possível diminuir a probabilidade de ter uma doença cardiovascular. Embora haja fatores de risco que não podemos alterar  – como a idade avançada e os antecedentes familiares –, a maior parte do risco cardiovascular está associada a condições que podem ser modificáveis. Entre estas, incluem-se a hipertensão arterial, uma alimentação inadequada, valores elevados de colesterol, a diabetes, a obesidade, o tabagismo e a inatividade física. Controlar estes fatores é fundamental para prevenir a doença cardiovascular e as suas consequências.

Há ainda outro aspeto particularmente importante que só depende de cada um de nós: a procura de avaliação médica especializada quando surgem sintomas que podem indiciar uma alteração cardiovascular. É o caso de dor no peito, falta de ar, palpitações persistentes, desmaios, pernas inchadas ou cansaço intenso. Essa avaliação deve igualmente ter lugar se existirem fatores de risco, mesmo que não haja sintomas.

As doenças cardiovasculares têm um forte impacto na incapacidade e na mortalidade, apesar de muitos dos seus fatores de risco poderem ser controlados. Reconhecer sinais de alerta e procurar avaliação médica atempada continua a ser central para reduzir esse impacto. Em caso de dúvida, procure a ajuda do seu médico.

Subscreva a newsletter do Imediato

Assine nossa newsletter por e-mail e obtenha de forma regular a informação atualizada.