O Hospital CUF Arrifana de Sousa (Penafiel) realizou esta segunda-feira, dia 17 de agosto, a primeira cirurgia de implante auditivo osteointegrado na região do Tâmega e Sousa. Com esta intervenção pioneira, a unidade hospitalar passou a disponibilizar a tecnologia de condução óssea ativa e transcutânea, tornando-se a primeira da região a oferecer esta resposta terapêutica e evitando que os doentes necessitem de se deslocar aos grandes centros urbanos.
A intervenção destina-se a pessoas com perdas auditivas de condução, mistas ou surdez unilateral que não obtêm melhorias com aparelhos auditivos convencionais. O procedimento é também indicado para doentes com contraindicações clínicas ao uso de soluções tradicionais, tais como infeções recorrentes ou malformações do canal auditivo.
Tecnologia inovadora transmite o som através do osso
A grande diferenciação desta tecnologia reside na forma como transmite o áudio: em vez de amplificar o som através do canal auditivo, o sistema utiliza cristais para gerar vibrações de alta precisão que fazem o som viajar diretamente através do osso temporal até ao ouvido interno. Esta abordagem permite contornar lesões ou obstruções no ouvido externo ou médio, assegurando uma melhor perceção sonora, mesmo em ambientes ruidosos.
Nuno Lima, especialista em Otorrinolaringologia e cirurgião principal da intervenção, salienta que “se trata de um procedimento seguro e com excelente aceitação por parte dos doentes, que passam a contar com uma alternativa concreta quando as opções não cirúrgicas ou os aparelhos tradicionais demonstram não ser eficazes”.
Cirurgia rápida em ambulatório e menor risco de complicações

A cirurgia é habitualmente efetuada em regime de ambulatório, com uma duração média de 45 a 60 minutos por ouvido. Através de uma incisão atrás da orelha, o parafuso de titânio é fixado no osso temporal e o transdutor é posicionado sob a pele.
Por manter a integridade da pele sem pinos expostos, o procedimento reduz em mais de 90% as complicações cutâneas pós-operatórias em comparação com os sistemas percutâneos tradicionais.
De acordo com o protocolo clínico, o doente pode regressar a casa no próprio dia na maioria dos casos. Após um período de cicatrização e osseointegração de três a quatro semanas, a equipa médica realiza a colocação, ativação e calibração personalizada do processador de som externo.
Com esta nova oferta, o Hospital CUF Arrifana de Sousa reforça o seu investimento na diferenciação dos cuidados de saúde e na resposta a patologias auditivas complexas na região do Tâmega e Sousa.

