O Serviço de Urologia passou a realizar biópsias por fusão via transperineal. O novo método, já utilizado em centros de referência europeus, garante maior precisão na deteção da doença e reduz drasticamente o risco de complicações e infeções.
A Unidade Local de Saúde do Tâmega e Sousa (ULSTS) deu um passo significativo na modernização da sua resposta oncológica com a introdução de biópsias prostáticas de fusão por via transperineal. A nova técnica, que já está a ser disponibilizada aos utentes da região, reforça a capacidade de resposta do Serviço de Urologia, disponibilizando aos utentes da região um método de diagnóstico mais preciso, seguro e eficaz para o cancro da próstata.
Utilizado nos principais centros de referência europeus, este procedimento eleva o padrão dos cuidados urológicos na região, permitindo uma deteção mais precoce e assertiva da doença, ao mesmo tempo que minimiza o impacto e o desconforto para o doente.
Tecnologia de fusão: o cruzamento de dados em tempo real
A biópsia prostática convencional baseia-se na recolha de fragmentos da próstata para análise anatomo-patológica, essencial para confirmar ou excluir a presença de células malignas. A grande inovação desta nova abordagem reside na tecnologia de fusão de imagem.
O procedimento consegue integrar, em tempo real, as imagens detalhadas obtidas previamente através de uma ressonância magnética com as imagens da ecografia realizadas no momento do exame. Cruzando estes dois dados, a equipa médica consegue identificar com elevada precisão as áreas suspeitas, direcionando a agulha de colheita exatamente para o alvo e evitando amostragens aleatórias.
“A introdução desta técnica permite oferecer aos nossos doentes a possibilidade de realizar este exame na nossa ULS, de acordo com as melhores práticas clínicas atuais”, sublinha Fernando Vila, diretor do Serviço de Urologia da ULSTS.

Mais eficácia e menor risco de infeção
Para além da precisão milimétrica, a via transperineal (em que a recolha é feita através da pele do períneo e não pelo reto) traz vantagens clínicas cruciais para a segurança do doente.
A biópsia prostática consiste na recolha de pequenos fragmentos da próstata para análise, permitindo confirmar ou excluir a presença de cancro. A tecnologia de fusão integra as imagens da ressonância magnética com as imagens ecográficas obtidas em tempo real durante o procedimento, possibilitando identificar com maior rigor as áreas suspeitas e orientar a colheita das amostras de forma mais precisa. De acordo com Fernando Vila, “as principais vantagens desta técnica são a maior sensibilidade do exame, reduzindo a necessidade de repetir biópsias, e a menor taxa de complicações, nomeadamente pela redução do risco de infeção”.
“Com esta nova valência, a ULSTS reforça a diferenciação do Serviço de Urologia e continua a apostar na inovação tecnológica e na adoção de métodos de diagnóstico cada vez mais precisos, proporcionando à população da região acesso a cuidados de saúde diferenciados e de elevada qualidade”, refere a unidade hospitalar.

