MausTratos final
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Abril é, por tradição, o mês dedicado à consciencialização para a prevenção dos maus-tratos na infância. Coordenada pela Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens (CNPDPCJ), a campanha volta a adotar o mote “Serei o que me deres… que seja Amor”, sublinhando o papel fundamental de cada cidadão na salvaguarda do bem-estar dos mais novos.

Num contexto em que a observação atenta da comunidade é crucial, o Serviço Nacional de Saúde (SNS24) e a Direção-Geral da Saúde (DGS) destacam a importância de saber identificar os sinais de mal-estar familiar ou ambiental que uma criança pode manifestar. Estes sinais, que podem ser de natureza física, comportamental ou emocional, exigem uma atenção especial por parte de todos.

O que observar?

As crianças não verbalizam, muitas vezes, as suas dificuldades, mas manifestam o seu sofrimento através de indicadores claros. Entre os sinais de alerta destacados pelas autoridades de saúde, encontram-se:

  • Sinais emocionais e comportamentais: tristeza persistente, irritabilidade, isolamento, baixa autoestima, sinais de ansiedade ou medo no contacto com outras pessoas, agressividade ou, em casos mais graves, episódios de automutilação.

  • Sinais de negligência e rutura de rotinas: carência de higiene, problemas recorrentes de sono ou alimentação, dificuldades de rendimento escolar ou abandono da escola, e comportamentos sexualizados.

  • Sinais físicos e ambientais: lesões corporais, ausência de vigilância de saúde, falta de envolvimento parental e a observação de cuidadores com comportamentos agressivos.

As entidades de saúde alertam que a presença isolada de um destes sinais não confirma, por si só, a existência de maus-tratos, mas sublinham que qualquer indicador deve motivar uma atenção redobrada e uma avaliação por parte de profissionais competentes.

Como atuar e onde pedir ajuda?

Perante a identificação de sinais de alerta, a intervenção deve ser célere e responsável. O SNS24 e a DGS indicam os caminhos a seguir:

  1. Apoio técnico: Contactar os Núcleos de Apoio a Crianças e Jovens em Risco (NACJR) do centro de saúde ou hospital da área, ou a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) da área de residência da criança/jovem.

  2. Denúncia: Para situações que exijam denúncia formal, deve recorrer-se às forças de segurança (PSP ou GNR) ou ao Ministério Público.

  3. Emergência: Em situações de perigo imediato, a recomendação é clara: ligue 112.

Para obter mais informações, pode consultar os portais www.sns24.gov.pt e www.dgs.pt.

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