A União de Leiria, o Felgueiras e o Vizela formalizaram uma ação no Tribunal Arbitral do Desporto (TAD) contra a Liga Portugal. A iniciativa, que conta com o apoio solidário das restantes sociedades desportivas do segundo escalão, visa reverter a decisão da Assembleia Geral que excluiu os clubes da Segunda Liga da distribuição do mecanismo de solidariedade da UEFA.
O Centro da Polémica
Em causa estão cerca de 6 milhões de euros que a UEFA deverá transferir para a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) no final deste mês. Historicamente, estas verbas eram distribuídas de forma automática, mas uma alteração regulamentar exigida pela FPF obrigou a uma votação em Assembleia Geral.
A proposta de distribuição acabou por ser chumbada devido à oposição de seis dos 18 clubes da Primeira Liga. Como a medida exigia uma maioria qualificada de 75% para ser aprovada, o voto de bloqueio deste grupo foi suficiente para travar o repasse de verbas para o escalão secundário.
Impacto Financeiro e Críticas à Gestão
O setor do futebol profissional enfrenta agora uma divisão profunda. Os clubes da Segunda Liga argumentam que a alteração das regras a meio da época desportiva é gravosa, uma vez que estas verbas já estavam integradas nos orçamentos anuais, dada a regularidade do pagamento em anos anteriores.
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A Posição da Liga: A estrutura diretiva da Liga Portugal, através do CEO André Mosqueira do Amaral e de Reinaldo Teixeira, lamentou publicamente que a FPF tenha exigido uma votação para um processo que era anteriormente automático, criticando ainda o timing da decisão.
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Consequências: A quebra de receitas é particularmente sentida no segundo escalão, onde o peso destes apoios é proporcionalmente superior ao dos clubes da divisão principal.
Até ao momento, a Liga Portugal optou por não tecer comentários adicionais sobre a entrada do processo no TAD, enquanto o futebol português aguarda o desfecho jurídico de um caso que expõe a fragilidade da coesão entre os dois escalões profissionais.


