Coaching / Trabalho / Felicidade / outros / Saudades / Férias / Exames / reconhecimento / Beijo / Estudante / Ser / Relação / Mudança / Vida /Ano Novo / Tempo / Coaching / Preguiça / Coaching…para quê? - Poupa / Saber Viver

A “felicidade” está na ordem do dia e quase nos é imposta numa sociedade onde predomina um positivismo tóxico. Da reflexão primordial filosófica da “ felicidade”, passamos também ao estudo e reflexão neurobiológica da “felicidade”. Parece que, quanto mais reflexão e conhecimentos científicos temos…menos felizes somos. Não deveria ser ao contrário? Aliás, Portugal desceu no ranking da Felicidade. Em países como a Finlândia ou o Afeganistão, a perceção de felicidade por parte da população é radicalmente oposta. Que adianta saber mais sobre o que causa infelicidade, se depois na vida real não se consegue, ou quer, diminui/eliminar essas causas? No mundo global a comunicação social permite saber em tempo real o que ocorre em qualquer parte do mundo, nomeadamente fome, guerras, calamidades, etc. Provavelmente, no passado, lá longe, a ausência de conhecimento em tempo real do que se passava na aldeia seguinte, país ou no mundo permitia mais tranquilidade. Por sua vez, o nosso grupo de relações, atualmente, é muito vasto e passa além do grupo familiar, dos amigos ou colegas do trabalho. Graças às redes sociais, temos um conjunto de pessoas que estimamos e a quem queremos bem. Provavelmente, lidamos com amigos virtuais que tiveram doenças graves, situações de vida complexas, que estão em cenários de guerra e, mesmo outros, que já faleceram! O estarmos todos mais ligados digitalmente, deveria possibilitar uma maior consciência global e promover uma maior uniformidade de felicidade no mundo! Como a felicidade pessoal não deverá ser conceito egoísta, a infelicidade dos outros também nos afeta! Por tudo isto, um sentimento universal de felicidade plena, torna-se um desafio e um ideal a atingir.

Decorrente de vários programas “Para além do cérebro” da BIAL ou  “Experiências de quase morte” de Manuel Sans Segarra, entre muitos outros investigadores e das múltiplas  visões espiritualistas, o ser humano, além possuir um corpo físico seria algo mais. Uns chamam-lhe consciência, energia, mente, alma, espírito, etc, que é imanente e permanente e que resiste à morte biológica do corpo. Esta visão integral (corpo/alma), irá proporcionar reflexões muito mais profundas e relevantes, pois a continuidade da existência não se confina à morte física! Nesse sentido, o conceito de Felicidade também será extensível a toda a existência e não apenas à vida terrena! Esta mudança de paradigma, traz consequência profundas. Nesta nova cosmovisão, poderíamos assim aplicar a felicidade quer ao corpo (o que temos),  quer à alma (o que somos):

Relativamente ao primeiro, o corpo, poderíamos dizer que a felicidade deste resume-se à sua máxima Saúde. E por saúde entenderíamos o bem-estar físico, mental, social e espiritual. A questão a fazer é: realmente estamos conscientemente a promover a nossa saúde integral? Infelizmente, não estou focar aqueles que não têm uma vida digna, e que por essa razão não o podem fazer. Estou a falar daqueles que tem todas essas condições e destroem a sua saúde com vícios e comportamentos desajustados! Neste caso, a infelicidade do corpo foi uma escolha inconsciente ou consciente!  Realçar que um dia, tudo aquilo que temos de material, mesmo o corpo…vai “desaparecer”!

Relativamente à alma, poderíamos dizer que a felicidade dela estará na sua realização decorrente da sabedoria cumulativamente adquirida. Sabedoria intrinsecamente ligada a uma ética universal, que na sua prática evidencia compaixão e amor por todos os seres. Desta forma, não basta apenas um sentido e propósito de vida, como normalmente se fala, mas ir mais além. Ter um propósito e sentido da existência, como Ser espiritual em relação a todos os outros seres, em qualquer dimensão espaço/tempo.

Esta nova cosmovisão, que (ainda) muitos discordam, é na realidade muito mais profunda e exigente. Ela responsabiliza-nos por todos os nossos atos e suas consequências para além da vida física! Como poderá ser amplamente aceite esta proposta, quando a humanidade ainda não consegue assumir as consequências da vida presente? Quando conscientemente provoca sofrimento e morte pensado que o “assunto” fica resolvido?

Para uns, esta cosmovisão será uma utopia! Para outros um ideal. Para outros ainda, uma “palermice”. Afinal, todos têm razão, com os dados que têm! Mas, curiosamente, também todos querem ser mais felizes!

Através da Prática do Coaching, potencie a sua autoconsciência e, quem sabe, até ampliar a sua consciência, encontrando a sua missão e realizando-se mais do que pessoal, social e profissionalmente, espiritualmente. Deixando assim a sua marca nos dois planos, para um mundo progressivamente mais feliz e ético.

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