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Iniciativa focada em alunos socioeconomicamente vulneráveis do Tâmega e Sousa conclui primeira fase com 150 estudantes. Em setembro, a capacidade do programa vai duplicar, visando os 450 participantes até 2028.

Um projeto educativo dinamizado pela Fundação Calouste Gulbenkian, em parceria com o British Council e o Instituto Empresarial do Tâmega (IET), prepara-se para duplicar a sua capacidade já no próximo mês de setembro, pretendendo alcançar 300 alunos de contextos socioeconómicos vulneráveis. A expansão surge após a conclusão bem-sucedida da primeira fase do programa, que envolveu 150 estudantes provenientes de 38 agrupamentos escolares, distribuídos por 11 municípios da região do Tâmega e Sousa.

A iniciativa, integrada no programa Gulbenkian Aprender, arrancou em fevereiro deste ano com o objetivo de combater as desigualdades sociais através do reforço de competências académicas e pessoais. O modelo pedagógico aposta na aprendizagem da língua inglesa — lecionada através de aulas online por professores do British Council de forma a contornar a dispersão geográfica da região —, mas estende-se também à matemática e à promoção de clubes de leitura e escrita.

O encerramento da fase inicial ficou marcado por um bootcamp em Lisboa, onde os alunos dos 5.º e 7.º anos participaram em workshops educativos gratuitos focados no desenvolvimento da comunicação, autonomia e criatividade.

Impacto social e perspetivas de futuro

Para as entidades envolvidas, a intervenção responde a uma urgência nacional. “Em 2023, as escolas portuguesas contavam mais de 400 mil crianças e jovens em situação de vulnerabilidade social”, sublinha Pedro Cunha, gestor da iniciativa Gulbenkian Aprender. O responsável destaca que o objetivo central passa por “criar as oportunidades para que as crianças e os jovens possam fazer escolhas educativas e profissionais independentes da sua condição socioeconómica”.

Na mesma linha, Richard Fleming, diretor do British Council em Portugal, aponta o domínio do inglês como “uma ferramenta que pode abrir portas a novas oportunidades educativas, profissionais e pessoais”, preparando os jovens para as exigências do mercado futuro.

Do lado do terreno, o IET salienta o valor transformador da cooperação interinstitucional. “Esta parceria representa muito mais do que o reforço das aprendizagens — é um investimento na confiança, na ambição e nas oportunidades futuras destes alunos”, afirma Gonçalo Aires, coordenador do instituto.

Avaliação positiva e metas até 2028

O acolhimento por parte da comunidade escolar e familiar reflete o sucesso do projeto piloto. Um inquérito interno revelou que 86% dos alunos participantes consideram as aulas interessantes, adequadas ao seu nível e com ganhos efetivos de aprendizagem. Encarregados de educação assinalam ainda melhorias na motivação, na autonomia e no envolvimento dos jovens com a escola.

Com a segunda fase já agendada para o início do ano letivo de 2026/2027, o consórcio traça metas mais ambiciosas para o futuro: a intenção é dar continuidade ao crescimento progressivo e atingir os 450 jovens apoiados no ano letivo de 2027/2028.

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