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Ando um bocado assustada com o mundo… A guerra, a violência, os ataques pessoais, os disfarces, as mentiras… Não se respeitam os mais velhos, os que têm mais e melhor formação, os que, por mérito, chegaram mais longe…

Aparentemente, somos todos parecidos, temos todos os mesmos direitos, mas não, não somos todos exactamente iguais… Há os que são mais velhos, os que estudaram mais, os que sabem mais, os que, nascendo da mesma maneira, foram diferentes no percurso de vida. O que está a acontecer no mundo actual, assusta-me, incomoda-me, ajuda-me a pensar e a decidir de modo diferente…

O que disse atrás é pouco para o que poderia ou deveria dizer sobre o mundo actual. Um mundo que assusta, sem dúvida! Pisam-se as regras básicas de comportamento, ultrapassam-se os princípios fundamentais do convívio social, esquecem-se as normas que regem o bom comportamento, experimenta-se o vale tudo, tenta-se o salve-se quem for mais capaz ou mais habilidoso…

Tenho muitos motivos para o registo do que atrás referi e continuarei a ter a preocupação de defender o que entendo ser justo, doa a quem doer…

Sempre gostei e defendi a minha missão de ensinar e nunca, de modo algum, deixei ou deixarei de dizer o que penso sobre o que tenho para dizer.

O mundo está louco, eu sei, quase ninguém defende o que parece melhor e,na minha linha de pensamento, eu também reclamo a recondução de Rita Rato no cargo de directora do Museu do Aljube-Resistência e Liberdade… Tendo sido nomeada por concurso em 2023, Rita Rato, sem “motivos objectivos”, apesar do trabalho exemplar que desenvolveu, terá sido vítima de um acto político agressivo e nunca deverá aceitar-se um afastamento assim, infundado e sem razões.

É claro que este caso concreto não poderá passar despercebido e há muita gente com valor e razões para crer que este afastamento não é mais do que “uma concessão à direita”, apagando-se a competência. Mas é assim que está o mundo, é assim que as pessoas se movimentam, é assim que as pessoas, tantas, “se arranjam” para sobreviver ou para subir na vida… Rita Rato, sempre se dedicou ao papel das mulheres na resistência contra a ditadura em Portugal, foi deputada competente pelo PCP mais de dez anos, deu relevo à luta e à clandestinidade no feminino e, sabe-se agora, nem sequer lhe foram dadas razões para a sua saída do cargo…

Então, estou a defender o PCP? Claro que não. Mas também já não defendo o PS como, do mesmo modo, não defendo o PSD de Carlos Moedas em Lisboa, onde fica a empresa municipal que gere os equipamentos e a animação cultural no município lisboeta… Afinal, lá como cá, mais perto ou mais longe, é tudo a mesma treta, a mesma merda, afinal. O afastamento de Rita Rato tem as marcas do autoritarismo que se vê por aí… Não importa apregoar elogios de desempenho, se o cargo que tão bem desempenhou passa a ser entregue a um amigo… Neste ou noutros cargos, não haveria interessados para concorrer? Claro que sim, mas aqui como em tantos outros lugares não haverá concurso público ou, se há, antes do fim, o vencedor já estará decidido…

É isto: Democracia, igualdade, confiança… tudo uma treta! Respeito, consideração, simpatia, gratidão… qual é o Partido político que defende hoje estes valores??

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