O Ponto C em Penafiel foi inaugurado há um ano e, após 11 meses de atividade, já recebeu mais de 32 mil visitantes. Agora, para assinalar o primeiro aniversário, ao longo de três dias, 26, 27 e 28 de setembro, o Ponto C acolhe 24 propostas, para públicos de todas as idades.
Ao longo deste primeiro ano, o Ponto C realizou 235 sessões de 161 atividades, entre programação local, regional, nacional e internacional, e recebeu no total 1.673 artistas. A taxa média de ocupação nos recintos (Auditório e Casa da Caturra) foi de 72%, correspondendo a um público global de 32.448 pessoas neste primeiro ano de funcionamento.
Agora, o primeiro aniversário do espaço cultural será comemorado com 24 propostas, para públicos de todas as idades. Do interior ao exterior, haverá música, artes visuais, circo, dança, marionetas, oficinas, filmes, debates, comédia, teatro, caminhada e espetáculos infanto-juvenis.
“Estamos entusiasmados com a perspetiva de celebrar o ano que passou e iniciar uma nova temporada, mas não é possível chegar aqui sem a sensação de objetivo cumprido: o Ponto C trouxe uma dinâmica e uma oferta artística intensa e diversa, à qual o público respondeu de uma forma que superou todas as expetativas”, afirma Mónica Guerreiro, diretora artística da instituição.
“Podemos dizer que o Ponto C é um equipamento referencial no nosso país pelas suas práticas programáticas, mas também, pela qualidade no acolhimento aos artistas, na excelência das equipas técnica e de produção, no conforto e no atendimento personalizado ao público. Do serviço de bilheteira ao serviço de comunidade, procuramos pautar-nos por uma ótica de serviço público exemplar e sentimos que isso tem sido distintivo na experiência de quem nos visita e de quem vem cá trabalhar. Ainda temos muito para desenvolver, mas sem dúvida que foi um primeiro ano muito conseguido.”
No primeiro dia de festa, 26, inauguram as exposições “Inquietação num mundo fragmentado”, de Alexandre Morais, com curadoria Associação 140; e “Máscaras contemporâneas”, de Fernando Moreira. Serão expostas as dedicatórias dos artistas que passaram pelo Ponto C; apresentado o jornal experimental de João dos Santos Martins, “Coreia #13”, um projeto editorial com vocação artística, crítica e discursiva; apresentada a peça de novo circo “Cafelina”, de Lucía Merlino, um poema escrito com imagens de café; a performance “Santa de Substrato Autónomo”, da catalã Inés Sybille Vooduness, inspirada pela mártir Santa Inês; e o primeiro espetáculo da Residência Artística Rua das Petras, com Pierre Aderne e Nilson Dourado – um encontro de amigos, com vinho e música, que mistura bossa nova, folk e jazz. Uma celebração e exploração da cultura lusófona, passada, presente e futura: dos suspiros do fado e dos prazeres do samba aos recantos do flamenco e do blues. No primeiro de quatro concertos, a convidada será a famalicense Cristina Clara. O DJ residente, DJ Orange, acompanha o público até ao final da noite.
No sábado, dia 27, o programa do aniversário começa com um “Pequeno-almoço musical”, em parceria com a Associação 140, que convida o público a celebrar o Ponto C ao som da DJ Rabbit. Será apresentado o livro que compila a produção da escrita para palco da formação “Derivas – oficina continuada de dramaturgia” com Diogo Sottomayor, e lançada a nova formação de continuidade, “Derivas – oficina continuada de tecelagem” que será ministrada ao tear por Fernanda Moreira da Silva, Cristina da Silva Leal e Paula Rodrigues da Cruz.
O filme “Estações Efémeras em Penafiel” estreia dia 27 – resultado do programa de Residências Artísticas do Ponto C com artistas de teatro e de circo contemporâneo, em parceria com a companhia Leirena Teatro. A exibição do registo do espetáculo apresentado no Mosteiro de Paço de Sousa será seguida de um debate com moderação de Vanessa Augusto.
Haverá ainda tempo para “Mãos na massa: oficina de Raku” com Manuel Caetano aka MC Keramicos que dará a conhecer e a experimentar a cerâmica associada à estética japonesa wabi e ao chá; e para cantar os parabéns ao Ponto C, às 18h00, na Cafetaria. O humorista-médico Carlos Vidal fará um stand up a solo, e a noite traz a Companhia Nacional de Bailado com dois criadores fundamentais da dança: George Balanchine e Ohad Naharin. “Stravinsky Violin Concerto” é o encontro entre a música de Igor Stravinsky e a linguagem coreográfica, rigorosa e inventiva, de Balanchine. Ao lado desta obra emblemática, “Minus 16”, de Ohad Naharin, uma peça onde o inesperado salienta a ousadia e a fisicalidade tão características do universo de Naharin.
Segue-se apresentação de “Via”, de Ana Mula, entre dança e teatro, com banda-sonora original. A peça estabelece um paralelismo com questões ambientais e de sustentabilidade, alertando para a “aceleração constante e descontrolada” que pode conduzir ao colapso do planeta. A noite de sábado termina com um set do DJ Panoptic.
O terceiro e último dia da festa de aniversário do Ponto C, 28, começa com o espetáculo infanto-juvenil “BuFanfa – fanfarra de bufões”, um sexteto cómico de personagens-instrumento que vai de-ambular pela avenida principal da cidade. Após o almoço, estreia o filme documentário de Jorge Costa sobre o projeto “Vestir a Sombra”, do coletivo Gilreu, resultado do trabalho desenvolvido na Residência Artística do Ponto C, completado com debate e o visionamento do registo do espetá-culo captado por Pedro Guedes; e a comunidade é convidada a fazer duas caminhadas interpre-tativas pelo património natural e cultural do Rio Cavalum, em parceria com a associação Ca-valum.
Em seguida, realiza-se o concerto do Amicitia Chorus, grupo coral penafidelense que apresenta repertório tradicional reinventado com percussões e novos arranjos; no Auditório há ópera de ma-rionetas “O Auto dos Zarolhos” – uma celebração satírica e poética dos 500 anos do nascimento de Luís Vaz de Camões, com direção artística de Nuno Miguel Almeida, composição de António Vic-torino d’Almeida, encenação e libreto de Mário João Alves; e, a fechar, o concerto dos Cassete Pirata, banda de pop-rock que celebra 10 anos de carreira com energia crua, letras que ficam no ouvido e uma sonoridade que cruza a tradição da canção portuguesa com a contemporaneida-de.
A programação do 1.º aniversário do Ponto C é de acesso gratuito, com exceção dos espetáculos no auditório: para a Companhia Nacional de Bailado (sábado dia 27) e para a ópera de Victorino d’Almeida (domingo, 28) os bilhetes custam 12€. Toda a informação on-line.