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Vinte e cinco anos depois da noite que marcou o país, a comunidade de Entre-os-Rios voltou a reunir-se para recordar as vítimas da queda da Ponte Hintze Ribeiro. Esta quarta-feira, dia 4 de março, a Câmara Municipal de Penafiel assinalou a data com a inauguração de um novo memorial na margem direita do rio Douro, um espaço que convida à contemplação e ao reconhecimento histórico.

Um espaço de contemplação e diálogo

A peça, desenhada por um arquiteto do município, foi estrategicamente pensada para não rivalizar com o icónico monumento do Anjo de Portugal, localizado na margem de Castelo de Paiva. Pelo contrário, o novo memorial cria um eixo visual que permite observar a escultura vizinha, estabelecendo um diálogo simbólico entre as duas margens unidas pela dor e pela memória.

Em declarações ao Jornal IMEDIATO, o presidente da Câmara Municipal de Penafiel, Pedro Cepeda, sublinhou a intenção do projeto: “Tomamos a decisão de fazer um memorial na margem de Penafiel (…), uma escultura arquitetónica que não pretende ser concorrencial com o Anjo de Portugal, mas que vai criar uma zona de contemplação da escultura que está do lado de Castelo de Paiva.”

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Homenagem às vítimas e aos “heróis” do resgate

O memorial presta tributo às 59 vítimas mortais do acidente ocorrido em 2001. A tragédia vitimou 54 residentes de Castelo de Paiva, dois de Gondomar, dois de Cinfães e um de Penafiel.

Contudo, a autarquia decidiu alargar o propósito do monumento e agradecer publicamente aos profissionais que integraram as operações de socorro e resgate, descritas como as mais exigentes da história recente de Portugal. Entre as entidades homenageadas estão a Marinha e Exército, a GNR, os Bombeiros e o INEM (Instituto Nacional de Emergência Médica).

O Presidente da Câmara Municipal de Penafiel, Pedro Cepeda, destacou que “assinalar esta data é um dever de memória e de responsabilidade. Este memorial é, acima de tudo, um tributo às vítimas e às suas famílias, mas também um reconhecimento sentido a todos os profissionais e entidades que, com enorme coragem e dedicação, estiveram no terreno em circunstâncias extremamente difíceis. Vinte e cinco anos depois, reafirmamos o compromisso de nunca esquecer e de honrar, com dignidade, aqueles que marcaram para sempre a nossa história coletiva.

O memorial constitui um espaço de respeito e reflexão, integrando uma placa evocativa das entidades envolvidas — forças de segurança, proteção civil e equipas de emergência — sublinhando o esforço coletivo e o elevado sentido de serviço público demonstrado num momento particularmente exigente.

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