As Juventudes Socialistas (JS) de Felgueiras, Lousada, Paços de Ferreira e Paredes elevaram o tom de exigência relativamente à construção da Linha do Vale do Sousa. Num comunicado de imprensa conjunto, as quatro estruturas partidárias reclamam que o projeto deixe de ser uma “promessa” para se tornar uma “obra no terreno”, classificando a infraestrutura como vital para a competitividade da indústria e mobilidade da região.
Críticas à exclusão de prioridades imediatas
O coletivo expressa “enorme preocupação” face à recente Resolução do Conselho de Ministros n.º 77/2025. Segundo os jovens socialistas, embora o Governo tenha aprovado o Plano Ferroviário Nacional, a Linha do Vale do Sousa terá sido preterida em favor de outras ligações consideradas prioritárias pela tutela e pela Infraestruturas de Portugal (IP).
“Recusamos que este projeto seja refém de uma ‘burocracia de gaveta’ ou de estudos que tardam em aparecer”, lê-se no comunicado, numa alusão direta ao estudo de custo-benefício que, segundo os signatários, continua por publicar, impedindo o avanço da decisão política.
Um investimento de 208 milhões de euros
O projeto em causa prevê uma ligação ferroviária de cerca de 37 quilómetros, conectando Valongo a Felgueiras, com paragens estratégicas em Paredes, Paços de Ferreira e Lousada.
De acordo com os dados apresentados no comunicado:
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Investimento na linha: 181 milhões de euros.
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Material circulante: 27 milhões de euros.
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Impacto: Potencial para transportar milhões de passageiros anualmente e reduzir drasticamente os tempos de ligação à cidade do Porto.
Mobilidade e fixação de jovens
Para as Juventudes Socialistas, a ausência de uma alternativa ferroviária eficiente condena a população à dependência do automóvel e a deslocações longas e dispendiosas. O comunicado sublinha que a linha criará um “fluxo de dois sentidos”, atraindo novas competências e trabalhadores para as empresas locais, garantindo a competitividade da indústria do Vale do Sousa.
As estruturas concluem com uma exigência direta ao Executivo: um calendário definido e financiamento assegurado. As quatro concelhias prometem manter-se “unidas e mobilizadas” até que o comboio chegue efetivamente à região, reforçando que este é um passo essencial para fixar a população jovem num dos eixos mais produtivos do país.

