Autor de: "Ciclistas"; "Calçada", “Isto é próprio de um país saloio(…)”,"Green” blá, blá, blá. “Clean”, blá, blá. “Healthy”, Blá blá, blá blá…

“Isto é próprio de um país saloio (…)”, li a 22/01/2021 num texto da “Agencia Lusa”. Este excerto terá sido extraído de uma acusação feita por Ana Rita Cavaco, Bastonária da Ordem dos Enfermeiros, aos deputados da Comissão Eventual.

Entretanto recebi, no meu telemóvel, um pequeno texto, de que desconheço o autor, mas que transcrevo: “Ao que parece, o Ventura não ficou em segundo lugar em nenhum concelho do distrito do Porto. Único distinto do país” (onde isso aconteceu) e continua “Almeida Garret disse sobre o Porto: «Se nessa cidade há muito quem troque o V pelo B, há muito pouco quem troque a honra pala infâmia e a liberdade pela servidão» ”. Não tive como confirmar se Garret escreveu isto ou não… mas independentemente de ter escrito, ou não ter escrito, o Porto não se poderia ver melhor retratado por qualquer outro que sobre o Porto o escrevesse.

Felizmente para o Porto, Rita Cavaco não refere especificamente a cidade ou o distrito… mas não o exclui do país que ela chama de “saloio”. Portugal é constituído por um grupo de pessoas a que chamam de portugueses e esse conjunto de portugueses têm Portugal como país. Para Ana Rita, seja carpinteiro, seja médico, seja agricultor, seja enfermeiro, seja reformado, seja …, enfim, seja o que for, não passa de “saloio” (Portugal é constituído por portugueses).

Em tempos, Ana Rita foi cumprimentar o amigo Ventura num dos congressos (ou qualquer outro tipo de reunião) do partido que este lidera.

O Povo diria (pelo menos eu digo, e penso que o Povo do distrito do Porto também diga): “todos farinha do mesmo saco…”!

Post scriptum: Não há coincidências…

É com todo o orgulho de ser um nativo do distrito do Porto, que celebro o nascimento, na cidade do Porto (será que só no Porto poderia nascer?) do Museu do Holocausto. Para mim Holocausto não significa somente a genocídio de Judeus, mas também, de Ciganos, de Comunistas, de Homossexuais, de Deficientes Físicos e Mentais, …

Um só homem, bem-falante, “cavalgando” em cima de problemas (não resolvendo-os) arrastou uma multidão capaz de exterminar, sem pesos de consciência, milhões e milhões de pessoas, bastando para isso que as considerasse com não fazendo parte do grupo das “pessoas de bem” (arianos)!

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