O antigo autarca de Paços de Ferreira e atual deputado à Assembleia da República sublinhou, durante o 25º Congresso Nacional do Partido Socialista, a necessidade de o partido se manter como a força que “resolve problemas” e rejeitou o conformismo na governação.
Num discurso marcado pelo apelo à ação e à proximidade com os cidadãos, Humberto Brito dirigiu-se aos congressistas do Partido Socialista com uma mensagem de exigência e renovação de confiança. O deputado, que transporta a experiência da gestão autárquica para o Parlamento, enfatizou que o PS não se deve acomodar aos sucessos passados, mas sim responder com “ousadia” aos desafios atuais.
A Defesa da Governação
Humberto Brito rejeitou liminarmente as críticas de que o partido se tenha “apropriado” da gestão do país, argumentando que a legitimidade provém da escolha livre dos portugueses e de resultados concretos.
“Dizem que nos apropriámos da gestão do país. Não, não nos apropriámos. Nós fomos escolhidos livremente pelo povo e nós respondemos.”
O deputado enumerou os pilares dessa resposta:
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Valorização do rendimento: Através do aumento do salário mínimo nacional e do reforço das pensões para os mais velhos.
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Serviços Públicos: A defesa intransigente da Escola Pública e do Serviço Nacional de Saúde.
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Poder Local: O papel fundamental das autarquias na resolução direta dos problemas das pessoas.
Assumir Falhas para Resolver
Num dos momentos mais pragmáticos da sua intervenção, Humberto Brito não fugiu às críticas sobre os problemas estruturais que Portugal ainda enfrenta, nomeadamente na saúde, habitação e custo de vida.
“Assumir sem mudar é desistir devagar”, alertou, sublinhando que o PS deve escolher ser o partido que resolve problemas em vez de apenas os gerir. O deputado propôs soluções baseadas em quatro eixos:
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Crescimento: Para subir salários “a sério”.
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Construção: Habitação real no terreno, “não promessas no papel”.
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SNS: Garantir resposta, dignidade e respeito.
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Estado: Um modelo mais simples, rápido e eficaz.
“É tempo de avançar”
Concluindo a sua intervenção num tom motivacional, Brito afirmou que Portugal não está condenado à mediocridade ou ao atraso. Para o deputado, a chave para o futuro reside na capacidade de decidir sem hesitações.
“O que nos falta não é talento, não é trabalho, é decisão. E a decisão não se adia, toma-se aqui, agora, hoje.”
Com um apelo à identidade “humanista e progressista” do PS, Humberto Brito encerrou o seu discurso sob o mote que marcou o congresso: “É tempo de avançar! Por Portugal e pelos portugueses!”.

