A competitividade da economia portuguesa subiu dois lugares, ocupando o 37º lugar do ‘IMD World Competitiveness Ranking’, divulgado esta terça-feira. A liderar a tabela estão Singapura, Dinamarca e Suíça.

Em comunicado, a Porto Business School, a única entidade portuguesa a participar no estudo, indicou que o ranking avalia fatores como o desempenho económico, a eficiência das empresas, das infraestruturas e do Governo.

E, segundo a mesma, este é o melhor resultado de Portugal desde 2018, “o que reflete uma economia mais sólida, influenciada pela inflação dos preços ao consumidor, pela exportação de produtos e por receitas turísticas”.

A economia portuguesa destaca-se na categoria Preços, em que ocupa o 30º lugar, bem como no Comércio Externo, na qual voltou a ocupar a 31º posição. Já em Estrutura Social e Legislação Empresarial e Infraestruturas Educativas, Saúde e Ambiente, ocupou o 22º e 24º lugares, respetivamente.

Para Daniel Bessa, economista e antigo reitor da Porto Business School, Portugal poderia ter um resultado “francamente melhor se não fossem alguns pontos fracos que continuam a prejudicar a competitividade, vindos tanto das políticas públicas (53ª, entre 63 países avaliados, em matéria de política tributária) como das empresas (52ª, entre os mesmos 63 países, em matéria de práticas de gestão)”.

Pequenas economias lideram na competitividade

A liderar a lista mundial das economias mais competitivas não está uma grande potência, como os Estados Unidos ou a China, mas Singapura. “Com forte desempenho da sua economia, assente no grande comércio e investimento internacional, mas também nas medidas estabelecidas para o emprego e mercado de trabalho”, o país reforçou a sua liderança.

Também duas pequenas economias “roubaram” o segundo e o terceiro lugar, que outrora pertenceram a Hong Kong e aos Estados Unidos da América. Com um pulo de seis lugares, a Dinamarca passou do oitavo para o segundo lugar, enquanto a Suíça escalou da quarta para a terceira posição.

“Estes resultados demonstram uma ascensão das pequenas economias, com destaque para países europeus onde o mercado de trabalho e os seus sistemas de saúde e educação, bem como a robustez do seu comércio internacional, são indicadores de uma economia cada vez mais forte e com uma grande performance”, referiu o comunicado.

Por outro lado, os “grandes gigantes” tendem a cair drasticamente, sendo que os Estados Unidos da América passaram do terceiro para o décimo lugar e a China do 14º para o 20º.

Para a Porto Business School, este declínio começa a levantar questões sobre o o futuro da globalização e o que se avizinha para o quadro económico-financeiro mundial”.

O ‘IMD World Competitiveness Center’ vai realizar esta terça-feira uma palestra sobre o futuro da globalização, com vários oradores internacionais, com início marcado às 16:00.

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