A Comunidade Intermunicipal (CIM) do Tâmega e Sousa participou numa reunião alargada da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), em Coimbra, destinada a avaliar os danos severos provocados pelo recente “comboio de tempestades” que assolou o país. O encontro reuniu mais de 150 municípios e representantes do Governo para delinear uma estratégia de reconstrução.
Danos de larga escala no território
A delegação da CIM do Tâmega e Sousa, encabeçada pelo Presidente do Conselho Intermunicipal, Nuno Fonseca, acompanhado pelos autarcas de Amarante, Baião, Castelo de Paiva e Cinfães, apresentou um balanço preocupante da situação no terreno.
Segundo os autarcas, os prejuízos na região estão estimados em dezenas de milhões de euros, afetando quer em infraestruturas, provocando danos críticos em estradas municipais e nacionais, bem como em equipamentos públicos, quer no Setor Privado, com habitações fustigadas, prejuízos em unidades empresariais e perdas significativas na atividade agrícola, assim como ao nível dos Serviços, com perturbações graves nas redes de comunicações e na mobilidade regional.
Reivindicação de apoio financeiro
Durante o encontro — que contou com a presença dos Secretários de Estado Silvério Regalado e Hélder Reis, e de Paulo Fernandes (Estrutura de Missão para a Reconstrução do Centro) — a CIM foi perentória na necessidade de mecanismos de financiamento direto.
O objetivo passa não apenas pela reparação imediata, mas pela reposição integral das condições de segurança, garantindo que as infraestruturas recuperem a plena funcionalidade. Além disso, a reunião serviu para preparar contributos para o Plano Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência (PTRR), visando reforçar a capacidade de resposta dos municípios perante futuros fenómenos climáticos extremos.
Estratégia Nacional de Recuperação
A reunião em Coimbra funcionou como uma plataforma de pressão conjunta junto do Poder Central. Além da normalização das comunicações, debateu-se a urgência de simplificar processos de acesso a fundos para que a atividade económica das regiões mais afetadas, como o Tâmega e Sousa, não sofra um retrocesso prolongado.

