A Comunidade Intermunicipal (CIM) do Tâmega e Sousa está a levar a cabo boas práticas ao nível da prevenção de incêndios e da eficiência energética.

Ao nível da prevenção de incêndios, a Brigada de Sapadores Florestais da CIM do Tâmega e Sousa – constituída por 14 sapadores e um engenheiro florestal –, que iniciou o seu trabalho efetivo no terreno há dois meses, já procedeu à intervenção em cerca de 25 hectares de mancha florestal da região, um importante contributo na prevenção da ocorrência de incêndios.

Os trabalhos, desenvolvidos em estreita articulação com os Gabinetes Técnicos Florestais dos 11 municípios que integram a CIM do Tâmega e Sousa e com o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), decorreram em zonas com maior vulnerabilidade aos incêndios. Nestas zonas procedeu-se à execução de faixas de gestão de combustível, definidas nos respetivos Planos Municipais de Defesa da Floresta Contra Incêndios, através de ações de silvicultura preventiva, nomeadamente corte de vegetação arbustiva e arbórea, por forma a diminuir a carga de combustível dessas áreas. Os próximos trabalhos terão lugar nos concelhos de Resende, Paços de Ferreira e Baião.

Estas intervenções têm como objetivo criar várias barreiras estratégicas contra a progressão dos incêndios, quer através da diminuição da carga de combustível e, consequentemente, da sua continuidade, quer pela criação de locais de oportunidade para o apoio ao combate a incêndios florestais.

No que respeita à eficiência energética, a CIM Tâmega e Sousa implementou, no seu edifício-sede, em Penafiel, um conjunto de soluções de reabilitação energética, no âmbito do projeto-piloto realizado no âmbito do Rehabilite – Plataforma Transnacional de Apoio ao Financiamento em Reabilitação Energética, um consórcio europeu na área da eficiência energética, que conta com a CIM do Tâmega e Sousa como parceiro.

Entre as medidas implementadas estão a instalação de um sistema fotovoltaico para a produção de energia elétrica no modo de autoconsumo e a substituição da iluminação existente, do tipo convencional, por iluminação LED, que vão permitir atingir uma redução anual do consumo de energia elétrica em cerca de 60% e uma redução anual nas emissões de CO2 em cerca de 6,45 toneladas por ano.