Os assistentes operacionais da EB 2,3 de Penafiel Sul – conhecida por escola de Marecos – estiveram na manhã desta sexta-feira a cumprir duas horas greve, frente ao estabelecimento de ensino. O protesto teve como objetivo denunciar a falta de auxiliares e reivindicar a substituição imediata dos trabalhadores que estão de baixa, numa que tem um universo de 550 alunos, dos quais 13 com necessidades especiais e cinco com multideficiência, para os quais existem apenas 17 assistentes operacionais.

A greve, convocada pela Associação de Pais e o Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Norte, aconteceu entre as 8 e as 10 horas da manhã desta sexta-feira.

Os 17 profissionais não docentes da escola de Marecos, reuniram-se ao portão da escola, para alertar para a necessidade de serem colocados mais cinco assistentes operacionais, para assegurar o normal funcionamento da escola e o acompanhamento devido dos alunos.

“O mais grave é a falta de assistentes operacionais, que começa a pôr em causa o bom funcionamento dos serviços, nomeadamente ao nível da vigilância”, afirmou Augusto Pacheco, assistente operacional e delegado sindical, acrescentando que a direção da escola está ao corrente do sucedido e já alertou a tutela, mas que ainda não foi tomada nenhuma posição.

Também Ludovina Moreira alertou para o comprometimento do serviço, visto que os funcionários têm que desempenhar, simultaneamente, várias funções. “Esta falha de assistentes obriga-nos a ser polivalentes, a desdobrarmo-nos em todos os setores, desde alimentação, à higiene”, explicou a funcionária não docente, frisando que isto “põe em causa a segurança dos alunos” e atrasa as respostas dadas às solicitações dos mesmos.

Inicialmente, os grevistas fecharam a cadeado o portão da entrada, deixando os alunos no exterior do edifício, mas este acabou por ser aberto, cerca de meia hora depois, pela GNR.