O Comando Territorial do Porto da GNR reforçou esta quarta-feira o alerta para uma modalidade de crime que continua a fazer vítimas: a burla do “falso funcionário”. Através de chamadas telefónicas aparentemente legítimas, os criminosos conseguem convencer as vítimas a autorizar transferências bancárias de elevado valor.
O “Modus Operandi”: Urgência e Manipulação
Segundo as autoridades, o esquema começa com uma chamada telefónica. O burlão apresenta-se como funcionário do departamento de segurança de uma instituição bancária, informando a vítima de que existe uma “atividade suspeita” ou uma “transferência indevida” a decorrer na sua conta.
Para supostamente “cancelar” a operação, o criminoso solicita à vítima um código numérico que será enviado por SMS para o seu telemóvel. Na realidade, esse código não serve para cancelar nada, mas sim para autorizar uma transferência imediata do dinheiro da vítima para contas controladas pelos burlões.
Recomendações do Comando Territorial da GNR
A Guarda Nacional Republicana sublinha que as instituições bancárias nunca solicitam códigos de confirmação de SMS ou palavras-passe por telefone. Para evitar ser vítima deste crime, o Comando Territorial do Porto recomenda:
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Desconfie da urgência: Os burlões pressionam a vítima para que esta não tenha tempo de pensar ou verificar os factos.
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Não partilhe códigos: Nunca dite ou envie códigos recebidos por SMS a terceiros, independentemente de quem digam ser.
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Desligue e verifique: Se receber uma chamada suspeita, desligue imediatamente. Utilize o número oficial do seu banco ou desloque-se a uma agência física para confirmar a informação.
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Leia as mensagens com atenção: Os SMS de verificação costumam indicar claramente se o código se destina a “autorizar uma transferência” ou “adicionar um novo beneficiário”.
Como denunciar?
Caso tenha sido alvo de uma tentativa de burla ou tenha partilhado dados sensíveis, a GNR aconselha o contacto imediato com a instituição bancária para bloquear as contas e a formalização da queixa no posto da GNR mais próximo.
A autoridade recorda que a prevenção é a melhor arma contra o cibercrime, apelando à partilha deste alerta junto de familiares mais idosos, que são frequentemente os alvos preferenciais destes grupos criminosos.


