A Confederação Nacional das Cooperativas Agrícolas e do Crédito Agrícola de Portugal (CONFAGRI) reclama um apoio extraordinário para o gasóleo agrícola, denunciando que o setor está a ser excluído das medidas compensatórias aplicadas ao gasóleo rodoviário.
Desde o início do conflito no Médio Oriente, o preço do gasóleo utilizado na agricultura já registou uma subida de 20 cêntimos por litro. Perante a previsão de novos agravamentos na próxima semana, a CONFAGRI alerta que a situação se está a tornar “incomportável” para os produtores nacionais.
Nuno Serra, Secretário-Geral da confederação, contesta a disparidade de apoios públicos e afirma que “é simplesmente inaceitável que exista um tratamento desigual face ao gasóleo rodoviário que, como sabemos e bem, já foi alvo de medidas compensatórias”.
Perda de competitividade face a Espanha
Além do aumento direto nos custos de produção, a CONFAGRI volta a colocar o foco na falta de competitividade externa. O setor agrícola português tem vindo a debater-se com preços de combustível significativamente mais elevados do que os praticados em Espanha, o que coloca os agricultores nacionais em desvantagem no mercado ibérico.
Para a estrutura representativa do setor agroalimentar, a ausência de uma intervenção estatal no gasóleo agrícola traduz-se numa perda direta de rendimento para as famílias e empresas que dependem da terra.
Apelo a um apoio extraordinário
Em comunicado, a organização exige que o Governo implemente um apoio extraordinário para o gasóleo agrícola que mitigue a escalada de preços. A CONFAGRI recorda que este combustível foi o que registou o maior aumento percentual, não se justificando que o setor primário seja o mais penalizado pela crise energética.

