O nosso campeonatozinho da Iª Liga, está a entrar na fase decisiva e a luta pelos pontos é feitas mais nos bastidores e comunicados, do que dentro do campo. Aí, os jogadores tentam tudo para conquistar a vitória, quase sempre com resultados à tangente e com os adversários a criar enormes dificuldades.
O nível exibicional não tem sido famoso, mas as diferenças pontuais são ainda consideráveis e neste momento só há um clube que depende de si próprio, que é o F.C. Porto. Depois há as polémicas para lá do jogo e aí, meus amigos, o desporto rei bate no fundo.
Os comunicados sucedem-se uns atrás dos outros. Hoje é o Porto que reage às arbitragens condicionadas, amanhã é o Sporting que responde ao Porto, ou critica as suas arbitragens e por último, o Benfica também faz a sua parte de Calimero, mas neste caso através do seu treinador e raramente do seu presidente.
É impressionante a inoperância dos responsáveis pelo futebol em Portugal não terem a coragem de acabarem de uma vez por todas com este choramingo e penalizarem de forma dura quem vem para a praça pública colocar tudo em causa, defendendo os seus interesses e nunca os do futebol.
Porque é que estamos sempre a valorizar os campeonatos de outros países, e depois teimamos em não fazer valer os valores que esses campeonatos defendem e as regras que usam para evitar toda esta barafunda de maus perdedores. Não temos o futebol que queremos, mas sim o que merecemos…
Por fim, falar da 2ª Liga é falar no improvável. Os primeiros perdem a casa com os últimos e depois vão ganhar fora com resultados inesperados, confirmando a competitividade desta Liga e deixando no ar a improbabilidade do desfecho final.
Se a luta pela subida está longe da definição, ao que as descidas dizem respeito, a barafunda ainda é maior, com o Paços a tentar remar contra a maré, no último lugar, mas com menos um jogo. A distância entre o 18º e o 9º é apenas de 6 pontos, o que revela a confusão que vai ser nas 12 finais que restam, até o término do campeonato.

