No dia 23 de janeiro comemorou-se o Dia Mundial da Liberdade. Embora este dia não tenha sido oficializado por nenhuma instituição, relembra a recusa de milhares de prisioneiros militares, no decorrer da Guerra da Coreia, de não quererem regressar aos seus países de origem dado o regime autoritário vigente. Neste dia (e nos outros!) será interessante relembrar a Declaração Universal Dos Direitos Humanos, onde, e só referindo o 1º artigo, pode-se ler:
“Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade.”
É fundamental promover, divulgar e consciencializar os jovens para esta Declaração, pois, infelizmente, a prática deste artigo deixa muito a desejar nos tempos atuais. Em Portugal, o Dia da Liberdade comemora-se no dia 25 de abril, com o término de um regime de repressão e ditadura.
Como reflexão, será interessante que cada um avalie a sua “liberdade”, tendo como pano de fundo a razão e a consciência com que promovem comportamentos dentro do espírito de fraternidade. Liberdade não é fazer o que apetece! Quando o que apetece, frequentemente, resulta de um estímulo emocional (não se utiliza da razão nem da consciência) e gera comportamentos de destruição, de violência psicológica, ou mesmo física! Responder às seguintes questões permite-lhe avaliar a quantidade e qualidade da sua liberdade:
Sabe dizer Não, a algo que não quer?
Sabe dizer SIM, a algo que quer, porque se sente merecedor?
Sabe dizer Não a algo que quer, mas que lhe é prejudicial?
Sabe dizer SIM a algo que não quer mas que lhe é benéfico?
Ou
Está refém, condicionado, pelos seus “instintos” de “medo” ou “prazer”?
Afinal, sente-se Livre? Livre dos vícios, tendências, excessos e de tudo o que o prejudica?
Agir em liberdade, resulta de uma reflexão profunda (baseada no conhecimento) e de uma coerência e congruência com os princípios e valores mais profundos e éticos (paz, compaixão, amor), aceitando a responsabilidade e consequências dos atos. No limite, a liberdade estará diretamente relacionada com a idade de nos amarmos e de amar!
Esta, é a única forma da minha liberdade não estar dependente da liberdade do outro. O “amor incondicional” entre todos os seres, será o único ato que todos podem praticar sem limitar o outro em nenhum dos seus direitos!
Através da Prática do Coaching, permita-se descobrir as resistências (conscientes e inconscientes) que o impedem de ser livre. Capacite-se e use a sua liberdade para deixar a sua marca positiva em prol de uma sociedade mais pacífica, justa, equitativa e ética.
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