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Homem que baleou inspetores da PJ fica em prisão domiciliária e o filho vai para a cadeia

PJemacao
maxibroker

O homem de 77 anos que baleou dois inspetores da Polícia Judiciária (PJ) esta terça-feira, em Duas Igrejas, Paredes, na sequência de uma busca domiciliária que realizavam à sua habitação, foi ouvido no tribunal de Famalicão e foi colocado em prisão domiciliária. O filho, o alvo da diligência, investigado por crimes sexuais, foi colocado em prisão preventiva.

O incidente aconteceu esta terça-feira, quando os inspetores da PJ se dirigiram à habitação, para dar cumprimento a um mandado de detenção e busca domiciliária, no âmbito de uma investigação pela prática de atos sexuais com adolescentes, recurso à prostituição de menores, pornografia de menores e aliciamento de menores para fins sexuais.

Quando os militares tentaram entrar na casa, Marinho Neto, o alvo da investigação, resistiu, mas um inspetor acabou por aceder ao interior da habitação por uma porta traseira. “Nesse preciso momento, foi surpreendido pelo alvo principal da respetiva diligência, um homem com 43 anos, com o qual se envolveu física e violentamente”, refere a PJ.

Quando um segundo inspetor de deslocou ao local, os dois foram surpreendidos por Henrique Neto, o pai do visado, de 77 anos, que empunhava uma pistola de calibre 6.35 mm, “e que, de imediato, realizou dois disparos na direção de um dos inspetores, acabando por ser atingido superficialmente na zona da cabeça”.

Durante a situação Marinho Neto conseguiu “alguma liberdade de movimentos” e tentou apoderar-se da arma do seu pai, no sentido de usá-la. “Nesse preciso momento, e já com um dos inspetores a dominar fisicamente o septuagenário, é efetuado um terceiro disparo, que o atinge superficialmente na zona do ombro”, informa a PJ.

Apesar dos ferimentos, os dois inspetores da PJ conseguem dominar fisicamente os seus agressores, que foram imediatamente detidos pelos crimes de coação e resistência a funcionário e homicídios na forma tentada, numa ação que contou com o reforço e colaboração da Guarda Nacional Republicana (GNR).

Pai e filho foram ouvidos esta quarta-feira no tribunal de Famalicão aplicou medidas privativas da liberdade aos dois homens. Marinho Neto fica em prisão preventiva e o pai em prisão domiciliária.

 

 

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