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Bienal de Artes em Madeira regressa a Paredes e marca pré-inauguração do Museu do Mobiliário

madeira

A 3.ª edição da BIAMP arranca esta terça-feira, dia 29 de setembro, cruzando arte contemporânea, indústria e comunidade. O recém-criado Museu do Mobiliário de Paredes, no Mosteiro de Vilela, abre portas pela primeira vez com uma visita experimental.

Paredes volta a colocar o trabalho em madeira no centro da agenda cultural e turística do Norte com o arranque da III Bienal Internacional das Artes em Madeira de Paredes (BIAMP). A decorrer entre 29 de setembro e 30 de novembro, o evento junta exposições de arte contemporânea, visitas ao tecido industrial local, momentos de debate, teatro e programas musicais.

O grande polo desta edição é o Mosteiro de Vilela, acolhedor do novo Museu do Mobiliário de Paredes. Embora a inauguração oficial do primeiro museu municipal da concelho esteja agendada para meados de outubro, o espaço abre ao público já no dia 29 de setembro, às 18h00, para uma visita experimental. A abertura coincide com a inauguração da exposição central do certame, “Filhos da Terra, Filhos da Floresta”, com curadoria de Helena Mendes Pereira.

A mostra coletiva ocupa a sala de exposições temporárias e mais três salas do novo museu, reunindo criadores de diferentes gerações. Segundo a curadora, a seleção artística procura “estabelecer um circuito que interpele a história e as estórias que o Museu do Mobiliário conta, criando relações com o mundo dilacerante em que vivemos”.

Diálogo entre Arte e Indústria

Para lá do espaço museológico, a BIAMP expande-se ao ecossistema produtivo do concelho. Várias empresas de mobiliário locais vão acolher intervenções artísticas e momentos culturais nas suas instalações: o artista Luís Canário Rocha instala uma obra na Fenabel, enquanto Xosé Luís Otero apresenta o seu trabalho na Laskasas.

A programação combina ainda artes performativas e música:

Homenagem à Identidade Local

A vereadora da Cultura e Turismo da Câmara Municipal de Paredes, Beatriz Meireles, destaca o significado simbólico do evento e do novo equipamento cultural, que teve origem em 2022 (FAMP) e assumiu o formato BIAMP em 2024. “O Museu do Mobiliário de Paredes, Mosteiro de Vilela, é o coração deste grande evento, que abrirá portas pela primeira vez para homenagear os mestres das artes e ofícios da madeira, os homens e as mulheres de Paredes. É um sonho que todos tínhamos há muito na cabeça e que é agora uma realidade, que continuará a afirmar Paredes também pela cultura e turismo”, referiu.

A programação completa da III Bienal Internacional das Artes em Madeira de Paredes decorre até 30 de novembro.

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