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ULS Tâmega e Sousa estreia técnica a laser inovadora no tratamento da próstata

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A equipa de Urologia

A intervenção por via endoscópica (HoLEP) evita incisões abdominais e reduz o tempo de internamento, permitindo tratar glândulas de grande volume sem recorrer a cirurgia aberta.

O Serviço de Urologia da Unidade Local de Saúde do Tâmega e Sousa (ULSTS) deu um passo em frente na diferenciação tecnológica da sua oferta prestada aos utentes com a realização, pela primeira vez, de cirurgias de enucleação prostática com laser de hólmio (HoLEP). A nova técnica passa a integrar as opções do serviço para o tratamento da Hiperplasia Benigna da Próstata (HBP), permitindo resolver casos complexos por via minimamente invasiva.

As primeiras quatro intervenções foram realizadas com o acompanhamento de Enrique Rijo, médico urologista de Barcelona e especialista no procedimento. Segundo a ULSTS, as operações decorreram sem intercorrências e todos os doentes já tiveram alta clínica.

A Hiperplasia Benigna da Próstata carateriza-se pelo aumento não canceroso da glândula prostática, uma patologia frequente que comprime a uretra e provoca sintomas como a diminuição do jato urinário, a sensação de esvaziamento incompleto e o aumento da frequência urinária, afetando seriamente a qualidade de vida.

Menos tempo de internamento e sem incisões

Diferenciando-se das abordagens convencionais, a técnica HoLEP é realizada inteiramente por via endoscópica — através da uretra —, eliminando a necessidade de cortes no abdómen. Com o auxílio do laser de hólmio, o cirurgião separa o tecido prostático responsável pela obstrução, que é depois fragmentado no interior da bexiga por um equipamento denominado morcelador e removido por via endoscópica.

A grande vantagem em relação aos métodos tradicionais reside na capacidade de tratar, por via endoscópica, próstatas de grande volume que anteriormente exigiam cirurgia aberta. A abordagem traduz-se em benefícios diretos para o doente: menor tempo de algaliação, recuperação pós-operatória mais célere e internamentos mais curtos — com a possibilidade de ser realizada em regime de ambulatório em casos selecionados.

“Com a introdução do HoLEP, passamos a disponibilizar na região uma técnica fiável, consolidada e com resultados comprovados, que nos permite tratar casos de maior complexidade através de uma abordagem menos invasiva. É um avanço importante na resposta que prestamos aos nossos utentes”, destaca Fernando Vila, diretor do Serviço de Urologia da ULSTS.

A introdução desta nova técnica reforça a diferenciação do Serviço de Urologia na abordagem das doenças da próstata. A par das biópsias prostáticas de fusão por via transperineal e da cirurgia robótica, o HoLEP amplia a capacidade de resposta da ULSTS e permite oferecer aos utentes cuidados mais completos, diferenciados e alinhados com as melhores práticas clínicas.

 

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