A Unidade Local de Saúde do Tâmega e Sousa (ULSTS), em Penafiel contratualizou 200 camas em unidades dos setores privado e social, para fazer face à pressão no internamento que a unidade tem sentido nas últimas semanas e o futuro passará pelo alargamento do Hospital. A informação foi partilhada por Álvaro Almeida, diretor executivo do Serviço Nacional de Saúde (SNS), que esta terça-feira visitou a ULSTS, na companhia da ministra da Saúde, Ana Paula Martins, que não falou à comunicação social.
Numa visita durante a qual reuniu com o Conselho de Administração da ULSTS, o diretor-executivo do SNS reconheceu que esta é uma unidade “particularmente necessitada”, sendo a da região norte a que mais “preocupa”. Isto porque serve cerca de 520 mil habitantes, quase o dobro daquilo para que foi projetada.
E é este subdimensionado que todos os anos traz problemas, que estão a ser acompanhados e para os quais Álvaro Almeida garantiu que haverá respostas a curto e a médio prazo. “As soluções são a utilização de novas camas contratadas ao exterior, isto num curto prazo. A médio prazo a solução será avançar para o alargamento do hospital”, referiu.
Assegurando que os problemas que afetam a ULSTS não são exclusivos desta unidade, Álvaro Almeida assegurou que “apesar das dificuldades, o SNS tem respondido bem”, estando “com tempos de esperas nas urgências inferiores aos dos últimos anos e cerca de 20% abaixo dos do inverno de 23/24”.
Mais 200 camas estarão disponíveis nas unidades de Penafiel e Amarante
José Luís Gaspar, presidente do Conselho de Administração da ULSTS, admitiu a necessidade de mais respostas e deu nota de que serão adjudicadas mais 200 camas para internamento, 50 para serem colocadas no Hospital Padre Américo e 150 para o Hospital de São Gonçalo, em Amarante, assim que estejam concluídas as obras que estão a decorrer nos respetivos edifícios. Além disso, está a ser desenvolvido um projeto de alargamento do hospital, para dar uma melhor resposta às necessidades que a região acarreta.
Falando da pressão sentida nos últimos tempos, José Luís Gaspar assegurou que a situação está mais calma – esta terça-feira com 50 doentes em internamento social e 11 doentes internados na urgência a aguardar vaga no internamento – e que, em breve, será possível reduzir o nível do plano de contingência.
“Aqui tratamos doentes, portanto o doente tem de entrar. Obviamente às vezes não temos camas disponíveis e às vezes tem de aguardar até termos camas disponíveis, mas garantimos que tem a medicação e a vigilância adequadas. Estamos em fase decrescente do pico do mês de dezembro, por isso acreditamos que até ao final de janeiro estaremos a passar para nível dois”, concluiu.
